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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Nos divorciamos porque meu marido era crossdresser

Complementando o texto da semana passada, O ponto de vista da esposa de crossdresser, o artigo de hoje trás a história de uma esposa que foi informada sobre o fetiche de crossdressing do marido depois de anos de relacionamento e que até tentou conviver com isso, mas neste caso eles não conseguiram entrar em comum acordo e preferiram terminar o relacionamento. Aqui vale refletir sobre a perspectiva da mulher.

Claro que cada caso é um caso e é uma questão complexa, mas pra mim fica evidente que não vale a pena investir num relacionamento sem abrir sobre crossdressing logo no início. Independentemente se o seu crossdressing é só um fetiche, se é um estilo de vida ou mesmo se você esteja decidido a por um fim nisso, sua sinceridade a respeito disso é uma demonstração de respeito com a sua companheira. Pode ser que ela procure aceitar e aprenda a conviver com vocês, mas também pode ser que acabe com o futuro de vocês. Apesar disso, eu suspeito que seja melhor abrir no início e tentar encontrar um termo de convívio do que causar uma desilusão maior no futuro. 

Traduzido de woman's day

Eu estava na cama com meu ex-marido, enquanto os seis anos de sexo abaixo da média passavam pela minha mente como um filme mudo.

O início do nosso relacionamento era só rosas e passeios na praia. Literalmente. Com o passar do tempo, chegamos ao nosso trigésimo encontro, quando resolvemos comprar um colchão juntos. Carregamos o novo colchão de casal por três lances estreitos de escada e ele, suado e com o rosto vermelho, logo se jogou em cima dele. Eu o imaginei estendendo a mão para mim com paixão – e ele o fez. Mas, ao invés de me atirar na cama, ele me puxou em sua direção de uma forma que só poderia ser descrita como casta.

"Esse colchão será muito mais confortável", disse ele. Era como se o sexo nem fosse um interesse.

Avance vários anos nessa história e a conversa que encerrou nosso casamento começou assim:

"Tenho algo que preciso dizer a você – algo que eu nunca disse a ninguém antes", disse ele.

Ainda estávamos na fase de lua de mel neste ponto, literal e figurativamente. Estávamos deitados lado a lado olhando para o teto depois de outro coito rápido e insatisfatório – ao qual eu estava me acostumando, de alguma forma.

"O que é, baby?" Eu perguntei. Eu mal conseguia pronunciar as palavras por causa do nó na minha garganta.

Ele ficou em silêncio. O tempo se esticou e diminuiu. E então ele disse sem rodeios: "Eu só consigo ficar excitado se eu estiver usando roupas femininas."

Estranhamente, meu primeiro instinto foi confortá-lo. Fiquei emocionada que ele confiasse em mim o suficiente para compartilhar seu segredo mais sombrio comigo, e eu realmente pensei que isso não iria acabar com o nosso relacionamento. Até comemorei o quão aberta e receptiva eu era. Mesmo sabendo que o travestismo não era uma coisa ruim, a notícia me atingiu como se fosse um diagnóstico de câncer ou de depressão. Eu nunca poderia ir embora porque o meu parceiro estava lutando contra algo assim.

Mas acabou que a minha resposta positiva durou pouco.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

O ponto de vista da esposa de um crossdresser

Quando eu postei o artigo Entrevista com Sra. Oliver, esposa de crossdresser, há 5 anos atrás, eu queria mostrar para os outros crossdressers que é possível estar num relacionamento heterossexual saudável sendo um crossdresser. Naquela época eu estava casado e, apesar dos altos e baixos desse meu estilo de vida, eu vivenciava um relacionamento estável. Tanto que ele sobreviveu por cerca de 10 anos. No entanto, várias outras esposas de crossdresser comentaram naquele post sobre a experiência delas, nem sempre positivas, e me fez refletir profundamente sobre isso.

O texto a seguir foi escrito por um outro crossdresser que vive um relacionamento heterossexual estável, mas ele tenta se colocar no ponto de vista da esposa e nos mostra que nem tudo são flores nessa nossa jornada.

Traduzido de Enjoy Crossdressing

Todas as vezes que eu li algum artigo falando sobre o relacionamento entre um crossdresser e sua esposa, eles sempre foram escritos do ponto de vista do crossdresser. É por isso que agora eu gostaria de tentar apresentar o ponto de vista da esposa sobre o travestismo do marido.

Sei que cada caso é um caso e que vários fatores irão influenciar, principalmente a maneira como a esposa descobre que o marido é crossdresser, entre outros.

Aparentemente, todos os problemas envolvidos nesta questão vêm de não contar à esposa sobre o crossdressing desde o princípio. Se ela soubesse antes de se casar, ela teria uma opção de escolha, mas aparentemente na maioria dos casos elas não tiveram essa escolha.

Antes de falar abertamente sobre meu crossdressing com minha esposa, eu estava apenas afundado na minha própria situação, em o quanto eu gostaria de poder compartilhar isso com minha esposa e, acima de tudo, se ela aceitaria de bom grado e me apoiaria nisso.

Nunca parei para pensar em como ela se sentiria a respeito. Tudo o que importou para mim naquele momento foi que ela dissesse sim ao meu pedido.

E cheguei à conclusão de que eu nunca fui justo com ela nesse sentido.

Quando o fiz, quando tentei me colocar no lugar dela, pude entender que essa experiência, em um caso extremo, poderia ser terrível e deprimente para qualquer companheira.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Os 5 tipos de homem que encontrei paquerando online como mulher transgênero

No artigo de hoje a Suzanna Alastair, uma mulher transgênero, elencou os principais perfis de homens que ela pôde conhecer enquanto paquerava online ao longo de 2 anos. Apesar de não ser do meu interesse, tive a oportunidade de conhecer diversos desses perfis de homens na internet e achei bem coerente as observações dela. Aliás, eu já escrevi o post T-Lovers, será amor ou ódio? comentando um pouco dessa minha experiência pessoal conhecendo homens online.

Traduzido de Suzanna Alastair

Estou casada há 17 anos com uma mulher maravilhosa, durante os quais fomos estritamente monogâmicos por 14 anos. No início de 2019, minha esposa e eu estávamos casualmente discutindo sobre poliamor quando minha esposa me surpreendeu dizendo que ela achava que ficaria bem comigo, às vezes, namorando outras pessoas. Nisso, ela quis dizer que ficaria bem comigo namorando homens. Seu raciocínio era que um homem poderia me dar algo que ela não poderia.

Deixando de lado a falsa noção de que uma mulher deve ter um homem para ser feliz, ela tinha razão. Um homem poderia me dar algo além do que apenas um pau duro.

Para mim, como uma mulher transgênero, ter um homem heterossexual me vendo e me aceitando como uma mulher completa e me namorando como se fosse qualquer outra mulher cis seria o meu Santo Graal. O problema é que os homens heterossexuais muitas vezes me veem como: um homem, um fetiche, uma experiência a ser vivida, uma maneira de realizar seus desejos homossexuais de forma segura ou qualquer combinação disso.

Ter um homem que me aceite e me ame como a mulher que eu sou, sem quaisquer reservas ou obstáculos, e que me ame como faria com qualquer outra mulher, é algo que minha esposa não pode me dar.

Aqui está o dilema. Encontrar tal homem não é tão simples quanto ter esperança ou fantasia. Eu não sou uma mulher típica. Além disso, sou transgênero, mas não sou submissa. Eu sou uma mulher forte. Nas práticas fetichistas sou uma dominadora, isso significa que quem está no controle sou eu. Os homens normalmente não gostam quando uma mulher tira o controle deles. Bom, homens submissos sim. Mas, eu não quero um homem submisso. Eu quero um homem que sabe que é um homem, mas que também seja um cavalheiro.

Portanto eu passei dois anos paquerando online usando sites como Badoo, okcupid e um site finlandês chamado Alastonsuomi, e a maioria dos homens que me abordaram se enquadram nesses cinco perfis:


1. Opa! Eu cometi um erro!
Esse tipo de homem raramente lê o meu perfil que diz claramente logo na primeira frase que eu sou uma mulher transgênero. Eles me veem como uma mulher (que eu sou), mas presumem que sou uma mulher cis. Então eles começam a dança do acasalamento comigo fingindo serem todos doces e tal.

Um exemplo disso foi um homem que me escreveu no okcupid. Ele era um homem branco e careca do Texas, cujo perfil afirmava que ele era um cristão devoto e apoiador do Trump. Ele não é alguém que eu esperaria que tivesse interesse em uma mulher transgênero. Ele se aproximou de mim com educação e começou a fazer perguntas sobre coisas que eu já havia abordado no meu perfil. Sabendo que ele não tinha lido o que eu escrevi, perguntei se ele leu no meu perfil que eu sou uma mulher transgênero. Ele admitiu que não leu e pareceu meio confuso por ter se sentido atraído por uma mulher trans. A vergonha e o constrangimento fluíram de seu pedido de desculpas. Eu quase podia imaginá-lo com o rosto vermelho enquanto escrevia o pedido de desculpas.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

10 coisas que você precisa saber antes de namorar um crossdresser

O texto a seguir trás algumas observações de uma mulher a respeito do relacionamento dela com um rapaz que pratica crossdressing (usa roupas femininas), e a maioria do que ela escreveu faz muito sentido para mim. Eu já trouxe aqui o texto de outra mulher que ficava meio insegura com a situação, mas nesse caso ela parece que soube tirar um bom proveito desse estilo de vida do companheiro dela.

Traduzido de Travmaga

Meu namorado é um crossdresser.

1. Travestir-se é divertido.
Quando meu namorado se transforma em uma mulher, ele se diverte. Geralmente quando ele está em uma festa ele sempre fica por cima e age de maneira ultrajante.

2. Alter egos existem.
Meu namorado é um daqueles caras sensíveis que sempre me pergunta se eu estou me sentindo confortável em uma festa e que fica de olho em mim o tempo todo. Ele começa a chorar aleatoriamente ao ver um cachorro de rua ou quando assistimos ao Master Chef Junior. Ele é muito sensível. Mas quando ele se transforma na Galaxia, ele se torna uma pessoa diferente. A Galaxia é vaidosa, egocêntrica e prospera como o centro das atenções.

3. Crossdressing é assustador para a parceira do crossdresser.
Eu não vou fingir que ver meu namorado se transformando em uma mulher e flertando com um homem na minha frente não me assustou. Meu principal medo era que meu namorado fosse na verdade um gay enrustido. Acontece que este é um equívoco muito comum sobre os crossdressers e tem a ver com a forma como o conceito de gênero foi ensinado a nós quando eramos crianças. Em um certo momento eu expressei algumas das minhas preocupações para meu namorado, e ele ficou perplexo com elas: “Eu gostaria de ser gay”, disse ele. "Teria sido uma ótima maneira de irritar meu pai."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Meu namorado é crossdresser e isso me deixa insegura

Você já tentou se colocar no lugar de uma mulher que descobriu que o companheiro dela é crossdresser? Seja em uma relação recente ou de longa data, imagino que as questões que aparecem na cabeça delas sejam similares.

O texto a seguir eu encontrei no fórum "Meu parceiro(a) é trans" do Reddit. Ele foi escrito por uma mulher cis relatando as inseguranças dela a respeito do namorado crossdresser e buscando ajuda de outros internautas. Já ouvi relatos muito parecidos e achei que seria interessante trazer o texto para reflexão. Na sequência eu pontuei algumas respostas.

Traduzido de Reddit - My partner is trans

Estou com meu namorado há uns dois anos e meio e nós moramos juntos. Talvez depois de dois meses de relacionamento ele me disse que gosta de crossdressing, e não vi nada de novidade na situação. Ele só usa roupas femininas em casa - até o momento, mas diz que se identifica fortemente com seu lado feminino e gosta de ser tratado no feminino quando está montado.

Em teoria, eu aceito o crossdressing dele, mas às vezes isso me deixa muito insegura comigo mesma e com nosso relacionamento. Também me sinto isolada - nunca contei a ninguém, acho que muita gente não entenderia, e sempre que tento falar sobre minhas inseguranças com meu namorado ele leva para o lado pessoal e trata como se eu fosse contra seu crossdressing... No entanto, há aspectos positivos no crossdressing também, e percebi que o maior problema é a minha insegurança.

Pontos positivos (do meu ponto de vista):

• Ele é delicado, sensual e o sexo pode ser ótimo!

• Falar coisas femininas é divertido, assim como ir às compras, maquiar etc.

• O crossdressing faz parte dele, ele está em uma jornada de autoconhecimento há vários anos e é incrível ver como ele se entende melhor e se torna mais confortável para se expressar. Eu sinto que isso o torna uma pessoa mais feliz.

Pontos negativos:

• Não tenho com quem conversar. Alguns dos amigos dele sabem e ele sugeriu que eu conversasse com eles, mas preciso falar com alguém que me conhece como indivíduo e não como namorada dele;

• Quando ele se monta, ele passa muito tempo se olhando no espelho e tirando selfies. Eu não sinto que ele está presente e quando fazemos sexo assim parece que ele está excitado sozinho e não por mim. Ele fica se olhando no espelho o tempo todo. Já mencionei isso várias vezes e até começamos a brigar por causa disso. Ele explicou que precisa se ver para se sentir feminino.

• Não me sinto tão feminina como antes. Eu o vejo excitado sozinho com cílios postiços e salto alto e eu sinto que meu eu normal do dia a dia já não é mais suficiente para ele. Também sei que ele tem fantasia de fazer sexo oral e isso às vezes me leva a um ponto em que sinto que nunca poderei ser boa o suficiente para ele porque não tenho um pau. No entanto, ele diz que está satisfeito com o sexo que fazemos.

• Sinto falta de fazer sexo com ele como um cara e de ser a gostosa para ele. Era assim o tempo todo quando nos conhecemos e agora está ficando cada vez mais raro. O sexo também é bom quando ele está travestido, mas é diferente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Crossdressing e relacionamento: Querida, precisamos conversar!

Devo contar ou não sobre o crossdressing para a minha esposa/namorada?

Esse é um assunto delicado e que merece atenção. Relatei aqui neste artigo como foi que aconteceu a abertura a respeito do meu crossdressing para a minha ex-esposa, mas comigo meio que aconteceu sem nenhum tipo de preparo ou planejamento e por acaso acabou dando certo. O artigo a seguir foi escrito pela Hannah McNight e é um ótimo incentivo para você se abrir para a sua companheira.

Apesar de saber o quanto isso dificultará a minha vida amorosa, me convenci de ser honesto desde o começo em qualquer relação que eu for iniciar daqui para frente. Não pretendo passar pelo estresse de viver uma segunda vida escondido.

Traduzido de enfemmestyle

Existe alguma frase em um relacionamento que deixe alguém mais nervoso do que "precisamos conversar"?

Apenas ouvir essas palavras nos faz temer o pior. O que nossa parceira precisa nos dizer? Está muito ruim? Quão longa será a conversa? Que assunto será tratado? Para crossdressers e aqueles que têm mais de uma identidade de gênero, essas palavras podem causar muito medo, especialmente se não formos abertos sobre o assunto. Será que encontraram aquelas calcinhas escondidas na parte de trás da cômoda? Ou viram nosso histórico do navegador?

Ser quem somos não é fácil. Não podemos negar ou mudar quem somos. E nem deveríamos. Não há nada de errado em ter vontade de usar roupas bonitas, seja uma lingerie linda ou um vestido deslumbrante combinando com salto agulha. Não há nada de errado em querer se sentir ou ficar bonita. Não é fácil aceitar essa parte de nós mesmos, mas quando você o faz, acaba percebendo que não pode mudar. Isso faz parte de você tanto quanto qualquer coisa que o torna quem você é. Sou destro, adoro ler e uso calcinha todos os dias. Esse é quem eu sou. Isso é quem eu sempre fui e é isso que sempre serei. Eu me aceitei e me abracei e nunca estive mais feliz.

Desde o dia em que comecei a comprar minhas próprias roupas, entrei num ciclo aparentemente interminável de querer comprar de tudo, desde lingerie a sapatos e vestidos, usá-los por um tempo e depois me livrar de tudo. Alimentado pela paranoia e pela culpa, eu os jogava tudo fora, apenas para voltar às compras algumas semanas depois. Demorou muito mais do que deveria e gastei mais dinheiro do que eu gostaria, mas no final percebi que era assim que eu era. É quem eu sempre fui e sempre serei. Eu sabia que não importava que tipo de mudanças na vida eu teria, isso sempre seria uma parte de mim.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Contando para a companheira sobre o crossdressing

A primeira pessoa que soube da Samantha foi a minha esposa. Não vou dizer que foi planejado contar para ela por que não foi. Na época nós estávamos namorando a quase dois anos quando um dia eu chego em casa e me deparo com a Sra. Oliver muito brava. Descubro então que ela encontrou uma blusinha minha jogada pela casa e supôs que eu estava traindo ela.

Lembro que eu sentei no sofá e travei. "E agora?!", eu pensava. Acho que não demorei muito para abrir o jogo. Eu já amava ela e preferi arriscar me expondo do que perder ela tão cedo. Abri o jogo. Falei que era meu e, para provar, mostrei o resto das peças. Um scarpin de nº 42 é uma boa prova, não acham?

Primeira foto juntas no nosso primeiro "ensaio" ❤
Choramos um pouco, me montei e apresentei esse meu outro lado. Conversamos e a vida seguiu. Não já viramos amigas e começamos a trocar segredos, ela até comentou sobre isso na Entrevista com Sra. Oliver:
"Não vou dizer que essa descoberta e a evolução disso não tenha abalado um pouco o relacionamento. Claro, fiquei insegura, fiquei com mil medos, me senti triste, me senti menos mulher.....(poxa, mexe com a nossa cabeça ver seu marido virando uma mulher linda que tem um corpo lindo e anda melhor de salto que eu hahahaha)
Mas, percebi que meu maior inimigo não era ele ser crossdresser, mas eu mesma e meus preconceitos e julgamentos. Quando percebi isso comecei a deixar fluir mais. Não digo que agora está tudo 100%  na minha cabeça, mas um dia chego lá!"

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Entrevista com Sra. Oliver, esposa de crossdresser

Sempre bati a cabeça para pensar numa maneira de ajudar as amigas casadas que não conseguem abertura para o seu lado feminino dentro de casa. Recentemente tive a ideia de montar umas perguntas e passar para a minha esposa responder, ela até respondeu sem eu estar por perto para não influenciar nas repostas!

Espero que gostem da entrevista com a Sra. Oliver.

Como foi quando você descobriu que seu marido era crossdresser?
Quando descobri que meu marido era crossdresser primeiro levei um susto, confesso que não sabia direito o que pensar, mas eu tbm n conhecia muito a respeito. Nunca tive atração por homem com roupas femininas, mas ok, decidi que iria aprender com ele sobre o assunto e tentar ser o mais aberta possível.

O que você sabia sobe crossdressing na época?
Na época não sabia absolutamente nada, tinha medo inclusive que ele fosse virar trans... hehehehe, esse medo passou!

O que você sabe hoje?
Com a ajuda dele aprendi muitas coisas, sei que a orientação sexual independe dos fetiches ou roupas que a pessoa usa, mas percebi também que nada disso importa, que devemos fazer o que nos faz bem independente do que a sociedade diz.
Se um homem quer se vestir de mulher, pq não?

Como foi que isso influenciou o relacionamento?
Não vou dizer que essa descoberta e a evolução disso não tenha abalado um pouco o relacionamento. Claro, fiquei insegura, fiquei com mil medos, me senti triste, me senti menos mulher.....(poxa, mexe com a nossa cabeça ver seu marido virando uma mulher linda que tem um corpo lindo e anda melhor de salto que eu hahahaha)
Mas, percebi que meu maior inimigo não era ele ser crossdresser, mas eu mesma e meus preconceitos e julgamentos. Quando percebi isso comecei a deixar fluir mais. Não digo que agora está tudo 100%  na minha cabeça, mas um dia chego lá!

O que você nota de diferente quando seu marido se transforma?
A principal mudança é a atitude, fica mais feminina. O olhar muda, o toque muda. A essência masculina ainda está ali, mas o lado feminino assume o controle. É uma forma de expressão muito bonita.
Eu amo meu marido o acho lindo, seja na versão masculina ou feminina!

Alguma mensagem para as esposas de maridos crossdressers?
Mulheres, deixem o amor falar mais alto, sempre!
Se você ama alguém, deixe a pessoa ser quem é, livremente!
É difícil, exige desapego, exige se desfazer de um monte de crenças que vc aprendeu durante a vida, mas é um caminho de aprendizado! Aprender a olhar o outro, aprender a olhar a si mesma.
No fim, tudo é Amor....

Sra. e Sr(a) Oliver
Alias, lembram no post Conhecendo as amigas que eu falei que queria ir num shopping jantar e fazer compras? Então, missão cumprida! Num próximo post eu falo como foi...

Gostou da entrevista? Faltou alguma pergunta? Aproveite e me avise nos comentários, quem sabe ela responda a sua pergunta também!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Casais (003)

Faith Dabrooke
Local - Nova Iorque - Estados Unidos da América

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Dicas para as esposas de transgêneros

Esse texto a seguir foi escrito por uma mulher transgênero chamada Renee Reyes e é especialmente direcionado para as esposas de transgêneros. Em alguns pontos foge um pouco da realidade dos crossdressers, mas é uma leitura bem interessante!
Renee Reye

Traduzido de Renee Reyes

Guia de esposas para conviver com seu marido transgênero

Talvez o início do seu relacionamento foi como o de muitas outras parceiras de transexuais. Possivelmente você não estava ciente dessa outra mulher quando você andou pelo altar para dizer "sim". Quando você descobriu esse interesse, você decidiu manter o relacionamento por que o amava e acabou encontrando uma maneira de deixá-lo desfrutar de seu passatempo. Você começou a sentir algum prazer ocasional pelas atividades dele e apreciou a atenção extra e o apreço que ele dividia contigo pelo seu apoio. Ele ficava bonito quando se vestia, mas bonito como um filhote de cachorro, sabe? Nesse período foi relativamente fácil para agradar e mimar ele.
 
De repente, você acorda e descobre que ela está mudando e você não gosta do que vê. Você percebe um temperamento difícil e já não é tão fácil de controlar a situação. O que antes era um pequeno segredo entre apenas vocês dois agora foi compartilhado com outras pessoas como ele no ambiente on-line. Parece que a toda a intimidade está indo direto para o lixo. O que diabos está acontecendo??


Se você ainda não se preparou, é melhor estar preparada para conhecer uma mulher com pele esverdeada e chapéu pontudo que você costumava conhecer como seu companheiro. Nós a chamamos de Bruxa Malvada do Transgenerismo, mas no fundo no fundo você já conhece sua verdadeira identidade. Sua menina tornou-se um adolescente! Ah Merda!! *Risos*


Para e pense como uma adolescente!

Nesse momento você deve estar se sentindo um pouco castigada. Quantas de vocês por ai podem dizer que seu companheiro age como uma garota adolescente?

Sério, você se lembra como foram os seus anos de adolescência? Eu aposto que você não desejaria aqueles dias tumultuosos de insegurança e descoberta sexual para qualquer outra pessoa!! Antes de enlouquecer totalmente, considere os aspectos positivos.

Felizmente, o rapaz/moça conta com mais experiências de vida do que você quando passou por esse período. Isto deve levá-lo a passar por essa fase de ajuste rapidamente, principalmente se puder contar com o seu amor e apoio. 

No entanto, nem sempre é um processo bonito. Lembre-se, estamos lidando com a mente suja de um homem crescido associado a uma menina adolescente. Soa como um Frankenstein, não? No mínimo sua como a Noiva do Frankenstein.

Estranho como isso vai soar, mas você tem as chaves para fazê-lo funcionar porque você já esteve onde ele está agora! Naturalmente, você deve levar em consideração as questões que são exclusivas para a sua situação pessoal - mas eu vou dar-lhe algumas ideias que poderá te ajudar.

Sinais de crescimento

A maioria das mulheres percebe mais mudanças na sua garota conforme o tempo que ela se mantém montada. Vai parecer como se fosse, basicamente, o tempo todo. Com toda a franqueza, por favor considere que ele provavelmente passou muito tempo sendo incapaz de aceitar esse desejo dentro de si e muito menos pode apreciá-lo abertamente. É natural que ele queira explorar mais plenamente um desejo tão reprimido.

Muitas mulheres respondem a este aumento de intensidade tentando bloquear todo o processo. Mas será este é o melhor caminho?

Pense como uma adolescente. O que você teria feito se seus pais cortassem a sua diversão? Se você fosse como muitos adolescentes, você iria rosnar um pouco, ser ranzinza e, se persistir a proibição,  você iria atrás de uma maneira de burlar a supervisão. Cortar as pernas da sua garota pode ser uma forma conveniente para mantê-la no lugar por um momento - mas não se engane - ela geralmente pode e vai encontrar uma maneira de sair da prisão.

É como fazer uma pessoa segurar a vontade de fazer xixi. Por mais que você gostaria de pensar de outra maneira, ela não escolheu ter que fazer isso - é apenas a natureza tomando seu curso!

Eu vejo dois caminhos consistentemente bem sucedidos de ação neste domínio. Primeiro, equilibrar cuidadosamente as necessidades e desejos dele através de orientações, acordos e discussões. Ele/ela vai precisar sair, ajude-o a fazer isso com segurança e de acordo com algumas regras preestabelecidas. Incentive-a a fazer amizades de qualidade (se lembra de uns amigos que seus pais te empurraram?). É uma boa ideia. Amigos nos ajudam a melhorara as nossas qualidades. Meninas adolescentes precisam deste senso para ficar longe de problemas.

Finalmente, aumente a dose quando ele menos espera. A medida que as habilidades de transformação dele melhora, o tempo e o esforço necessário para atingir o resultado procurado torna-se cada vez maior. Não trave os desejos dele apenas deixando-o se vestir numa noite de sexta-feira por mês. Incentive ele de vez em quando!! Nada vai deixa ele tão familiarizado com os horrores da feminilidade quanto ter de se montar com frequência.

A Sociedade Americana do Câncer usa esse mesmo método para levar as pessoas a parar de fumar. Para reduzir a frequência necessária de se vestir, deixe-o ter uma overdose - assim como um fumante inala sete maços de Marlboro um dia antes de parar de fumar. A natureza pode ajudar a cuidar do resto.

Além disso, force-o a ganhar o seu próprio sustento. Fuja de ideias como fazê-lo limpar a casa em um uniforme de empregada doméstica pois ele provavelmente vai gostar dessa opção. Em vez disso, faça-o lavar e passar suas próprias coisas e mantê-las bem organizadas.

Eu realmente acho que é necessário haver uma Academia Não-sexual Para Transgêneros onde meninas novas podem ir e aprender tudo o que precisam saber - e mais importante - ter experiências fora de seu ambiente de conforto. Nessa altura, você precisa seguir o seu trajeto como todos os outros, criando o seu próprio!


Foto mais antiga da Renee Reye

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Casais (002)

Rachel & Cindy
Local - Inglaterra




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Casais (001)

Ruby & Rouge
Local - Inglaterra