Traduzido de Rachel Saunders
Quando conservadores tentam exigir consideração pelas crianças e que não ocorram mutilação infantil (algo que nunca ocorreu com crianças transgênero, mas ocorre em outros casos como quem nasce intersexo), eles esquecem que a maioria dos adultos trans tem uma narrativa semelhante: eles sabiam sua identidade de gênero desde cedo e se pudessem ter feito a transição ainda jovens, teriam feito. O fato de a maioria das pessoas trans não fazerem isso se deve a uma mistura de medo, desconhecimento do que é ser trans e pressão do mundo exterior. Com isso, o custo social supera em muito qualquer custo econômico futuro. Se você fizer a transição quando adulto, os custos podem ser altos dependendo do país em que você mora, o que significa que se você fizer a transição jovem, você potencialmente evita muitos desses custos. Quando dizem "pense nas crianças", sim, estamos pensando nas crianças e nos futuros adultos que têm que pagar pela potencial pressão social que os força a passar pela puberdade. Aqui, examino os custos fiscais e sociais da transição, observando como a economia trans é monetária e social.
Pessoas trans levantam a questão da economia trans sempre que a transição infantil é mencionada. É claramente falso dizer que crianças estão sendo mutiladas sem consentimento ou consciência do que o futuro pode reservar. Um adulto em transição pode pagar para corrigir a passagem pelo sexo atribuído ao nascer. Isso inclui hormônios, reconstrução facial, aumento dos seios, cirurgia genital, armazenamento de gametas e quaisquer outros tratamentos necessários. Então você tem mudanças de nome e outros custos legais, além de avaliações médicas necessárias antes de poder começar o tratamento. Os custos aumentam se você mesmo os pagar. Isso pode deixar uma pessoa trans vulnerável à exploração, pobreza e diminuição da qualidade de vida.




















