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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Meu marido é crossdresser, e agora?

Como o ultimo artigo foi meio pesado ao tratar a respeito de um relacionamento que acabou em divórcio por conta do crossdressing do marido, resolvi trazer outro com a mesma temática para equilibrar as coisas e fechar a série com chave de ouro. Dessa vez o artigo é de um site especializado em relacionamentos que tenta explicar para as esposas de crossdresser o que é essa expressão atípica do marido delas e sugere algumas dicas para que o relacionamento do casal possa continuar de maneira saudável.

Adaptado de Her Norm

Como você reagiria se descobrisse que o seu marido está usando calcinha sob o terno ao seu lado em um jantar? Ou se você se deparasse com fotos do seu marido totalmente travestido como se fosse uma modelo que você teria admirado se não tivesse notado as características distintas dele?

Cada mulher irá reagir de maneira diferente à descoberta de que seu marido é crossdresser, e a reação é fortemente influenciada pela maneira como ela descobre isso. De suspeitas depois que ela percebe que a sua melhor lingerie está sumida, até flagrar o marido totalmente travestido quando volta para casa mais cedo do que o normal, a descoberta quase sempre será impactante.

Algumas mulheres acham isso um caso fascinante e intrigante, mas a maioria se abalada como se estivesse no meio dos tremores de um grande terremoto. O que causa essa reação na maioria das pessoas? Uma possível resposta é que, quer a esposa descubra ela mesma, quer o marido resolva se abrir (algumas mulheres preferem saber disso como uma confissão), esse detalhe normalmente será um segredo muito bem guardado pelo homem.

Vale dizer que os crossdressers do sexo masculino se preocupam muito com a percepção que as outras pessoas têm deles e, na maioria dos casos, o marido até tenta expurgar esse aspecto de sua personalidade para os limites da inexistência. Desde sempre houveram homens crossdressers que conseguiram expressar plenamente sua feminilidade se vestindo como mulheres, como observado no artigo Uma História Secreta de Cross-Dressers (Sébastien Lifshitz), mas a maioria dos homens tem o azar de não ter a oportunidade de conseguir se apresentar como uma Dolly Parton. Então eles se esforçam para reprimir qualquer vontade que apareça.

Então este artigo explica resumidamente o que é crossdressing, aborda sobre o desejo de um homem de se travestir, apresenta outras opiniões sobre o tema e sugere dicas de como se ter um relacionamento saudável ao lado de um parceiro que é crossdresser.

A coisa mais importante a se ter em mente neste momento é que, se vocês dois estiverem dispostos a contornar a situação, o seu relacionamento sobreviverá e o travestismo dele não tornará o convívio de vocês drasticamente desagradável. Espero que as dicas deste artigo te ajudem a resolver as coisas com o seu parceiro, especialmente se para você isso soar como um pesadelo que se transforma em realidade.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Nos divorciamos porque meu marido era crossdresser

Complementando o texto da semana passada, O ponto de vista da esposa de crossdresser, o artigo de hoje trás a história de uma esposa que foi informada sobre o fetiche de crossdressing do marido depois de anos de relacionamento e que até tentou conviver com isso, mas neste caso eles não conseguiram entrar em comum acordo e preferiram terminar o relacionamento. Aqui vale refletir sobre a perspectiva da mulher.

Claro que cada caso é um caso e é uma questão complexa, mas pra mim fica evidente que não vale a pena investir num relacionamento sem abrir sobre crossdressing logo no início. Independentemente se o seu crossdressing é só um fetiche, se é um estilo de vida ou mesmo se você esteja decidido a por um fim nisso, sua sinceridade a respeito disso é uma demonstração de respeito com a sua companheira. Pode ser que ela procure aceitar e aprenda a conviver com vocês, mas também pode ser que acabe com o futuro de vocês. Apesar disso, eu suspeito que seja melhor abrir no início e tentar encontrar um termo de convívio do que causar uma desilusão maior no futuro. 

Traduzido de woman's day

Eu estava na cama com meu ex-marido, enquanto os seis anos de sexo abaixo da média passavam pela minha mente como um filme mudo.

O início do nosso relacionamento era só rosas e passeios na praia. Literalmente. Com o passar do tempo, chegamos ao nosso trigésimo encontro, quando resolvemos comprar um colchão juntos. Carregamos o novo colchão de casal por três lances estreitos de escada e ele, suado e com o rosto vermelho, logo se jogou em cima dele. Eu o imaginei estendendo a mão para mim com paixão – e ele o fez. Mas, ao invés de me atirar na cama, ele me puxou em sua direção de uma forma que só poderia ser descrita como casta.

"Esse colchão será muito mais confortável", disse ele. Era como se o sexo nem fosse um interesse.

Avance vários anos nessa história e a conversa que encerrou nosso casamento começou assim:

"Tenho algo que preciso dizer a você – algo que eu nunca disse a ninguém antes", disse ele.

Ainda estávamos na fase de lua de mel neste ponto, literal e figurativamente. Estávamos deitados lado a lado olhando para o teto depois de outro coito rápido e insatisfatório – ao qual eu estava me acostumando, de alguma forma.

"O que é, baby?" Eu perguntei. Eu mal conseguia pronunciar as palavras por causa do nó na minha garganta.

Ele ficou em silêncio. O tempo se esticou e diminuiu. E então ele disse sem rodeios: "Eu só consigo ficar excitado se eu estiver usando roupas femininas."

Estranhamente, meu primeiro instinto foi confortá-lo. Fiquei emocionada que ele confiasse em mim o suficiente para compartilhar seu segredo mais sombrio comigo, e eu realmente pensei que isso não iria acabar com o nosso relacionamento. Até comemorei o quão aberta e receptiva eu era. Mesmo sabendo que o travestismo não era uma coisa ruim, a notícia me atingiu como se fosse um diagnóstico de câncer ou de depressão. Eu nunca poderia ir embora porque o meu parceiro estava lutando contra algo assim.

Mas acabou que a minha resposta positiva durou pouco.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

O ponto de vista da esposa de um crossdresser

Quando eu postei o artigo Entrevista com Sra. Oliver, esposa de crossdresser, há 5 anos atrás, eu queria mostrar para os outros crossdressers que é possível estar num relacionamento heterossexual saudável sendo um crossdresser. Naquela época eu estava casado e, apesar dos altos e baixos desse meu estilo de vida, eu vivenciava um relacionamento estável. Tanto que ele sobreviveu por cerca de 10 anos. No entanto, várias outras esposas de crossdresser comentaram naquele post sobre a experiência delas, nem sempre positivas, e me fez refletir profundamente sobre isso.

O texto a seguir foi escrito por um outro crossdresser que vive um relacionamento heterossexual estável, mas ele tenta se colocar no ponto de vista da esposa e nos mostra que nem tudo são flores nessa nossa jornada.

Traduzido de Enjoy Crossdressing

Todas as vezes que eu li algum artigo falando sobre o relacionamento entre um crossdresser e sua esposa, eles sempre foram escritos do ponto de vista do crossdresser. É por isso que agora eu gostaria de tentar apresentar o ponto de vista da esposa sobre o travestismo do marido.

Sei que cada caso é um caso e que vários fatores irão influenciar, principalmente a maneira como a esposa descobre que o marido é crossdresser, entre outros.

Aparentemente, todos os problemas envolvidos nesta questão vêm de não contar à esposa sobre o crossdressing desde o princípio. Se ela soubesse antes de se casar, ela teria uma opção de escolha, mas aparentemente na maioria dos casos elas não tiveram essa escolha.

Antes de falar abertamente sobre meu crossdressing com minha esposa, eu estava apenas afundado na minha própria situação, em o quanto eu gostaria de poder compartilhar isso com minha esposa e, acima de tudo, se ela aceitaria de bom grado e me apoiaria nisso.

Nunca parei para pensar em como ela se sentiria a respeito. Tudo o que importou para mim naquele momento foi que ela dissesse sim ao meu pedido.

E cheguei à conclusão de que eu nunca fui justo com ela nesse sentido.

Quando o fiz, quando tentei me colocar no lugar dela, pude entender que essa experiência, em um caso extremo, poderia ser terrível e deprimente para qualquer companheira.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Crossdressing e relacionamento: Querida, precisamos conversar!

Devo contar ou não sobre o crossdressing para a minha esposa/namorada?

Esse é um assunto delicado e que merece atenção. Relatei aqui neste artigo como foi que aconteceu a abertura a respeito do meu crossdressing para a minha ex-esposa, mas comigo meio que aconteceu sem nenhum tipo de preparo ou planejamento e por acaso acabou dando certo. O artigo a seguir foi escrito pela Hannah McNight e é um ótimo incentivo para você se abrir para a sua companheira.

Apesar de saber o quanto isso dificultará a minha vida amorosa, me convenci de ser honesto desde o começo em qualquer relação que eu for iniciar daqui para frente. Não pretendo passar pelo estresse de viver uma segunda vida escondido.

Traduzido de enfemmestyle

Existe alguma frase em um relacionamento que deixe alguém mais nervoso do que "precisamos conversar"?

Apenas ouvir essas palavras nos faz temer o pior. O que nossa parceira precisa nos dizer? Está muito ruim? Quão longa será a conversa? Que assunto será tratado? Para crossdressers e aqueles que têm mais de uma identidade de gênero, essas palavras podem causar muito medo, especialmente se não formos abertos sobre o assunto. Será que encontraram aquelas calcinhas escondidas na parte de trás da cômoda? Ou viram nosso histórico do navegador?

Ser quem somos não é fácil. Não podemos negar ou mudar quem somos. E nem deveríamos. Não há nada de errado em ter vontade de usar roupas bonitas, seja uma lingerie linda ou um vestido deslumbrante combinando com salto agulha. Não há nada de errado em querer se sentir ou ficar bonita. Não é fácil aceitar essa parte de nós mesmos, mas quando você o faz, acaba percebendo que não pode mudar. Isso faz parte de você tanto quanto qualquer coisa que o torna quem você é. Sou destro, adoro ler e uso calcinha todos os dias. Esse é quem eu sou. Isso é quem eu sempre fui e é isso que sempre serei. Eu me aceitei e me abracei e nunca estive mais feliz.

Desde o dia em que comecei a comprar minhas próprias roupas, entrei num ciclo aparentemente interminável de querer comprar de tudo, desde lingerie a sapatos e vestidos, usá-los por um tempo e depois me livrar de tudo. Alimentado pela paranoia e pela culpa, eu os jogava tudo fora, apenas para voltar às compras algumas semanas depois. Demorou muito mais do que deveria e gastei mais dinheiro do que eu gostaria, mas no final percebi que era assim que eu era. É quem eu sempre fui e sempre serei. Eu sabia que não importava que tipo de mudanças na vida eu teria, isso sempre seria uma parte de mim.