quarta-feira, 14 de março de 2018

Uma História Secreta de Cross-Dressers (exposição)

Durante o período de 23/02/2018 até 03/06/2018 a The Photographers' Gallery (A Galeria dos Fotógrafos, tradução livre) localizada em Londres (Inglaterra) estará apresentando a exibição Under Cover: A Secret History Of Cross – Dressers (Sob disfarce: Uma história secreta de Cross-Dressers, tradução livre) do colecionador Sébastien Lifshitz.
Prisioneiros de guerra franceses no campo alemão Königsbrück.
Escrito no verso 'Kriegsgefangenen-Sendung' (Missão de Prisioneiros de Guerra, tradução livre).
Alemanha, aproximadamente 1915
Provavelmente eu não terei a oportunidade de conhecer a exposição pessoalmente, mas o tema me chamou muito a atenção e resolvi trazer para vocês alguns detalhes a respeito da apresentação além de várias fotos maravilhosas! Segue a descrição da exposição:

Se trata de uma exposição de fotografias amadoras encontradas pela Europa e pelos EUA que explora a não conformidade de gênero e o crossdressing. Com datas a partir de 1880, as fotos são principalmente de figuras desconhecidas, tendo sido encontradas no geral em mercados de pulgas, vendas de garagem, lojas de lixo ou pelo ebay, e, como tal, oferecem uma visão não autorizada do mundo de indivíduos e grupos que optaram por desafiar as convenções de gênero.
Guilda
Nova York, Estados Unidos, aproximadamente 1950
A motivação de Lifshitz em colecionar essas imagens foi o seu fascínio pelo crossdressing, seu critério era encontrar fotografias que mostrassem homens se vestindo como mulheres e vice-versa. À medida que a coleção foi crescendo ele começou a traçar semelhanças e diferenças entre as imagens, o que resultou em uma exploração muito mais complexa da cultura de crossdressing, inclusive oferecendo a oportunidade de questionar os pressupostos que fazemos sobre gênero.

Juntas, as fotografias refletem uma variedade de estilos e atitudes teatrais, desafiadoras, tímidas, orgulhosas, subversivas e discretas; mostrando indivíduos e grupos de diferentes classes, profissões, gêneros e nacionalidades cuja única semelhança é que eles ousaram em questionar o códigos de vestimenta em frente a uma câmera, mesmo que não fosse possível fazê-lo em público.
Casamento encenado
Estados Unidos, aproximadamente 1900
A exposição comemora a inventividade e a libertação coletiva que o aparentemente simples ato de vestir de forma diferente fornece. Além disso oferece um contexto fascinante para a comunidade Trans de hoje e aponta para um mundo onde a escolha pessoal é celebrada.

Sébastien Lifshitz nasceu em 1968 em Paris, França. Colecionador ávido de fotografias e diretor de cinema premiado, seus filmes incluíram Wild Side (2004 - no Brasil, Lado Selvagem) com uma heroína transexual e Bambi (2013), um documentário sobre Marie-Pierre Pruvot, a mulher transexual mais famosa da França.
No centro: Bambi (Marie-Pierre Pruvot).
Fonte: Revista “Female Mimics”, vol.5. França, 1965
Mulher crossdresser (para a época)
Inglaterra, aproximadamente 1890
Prisioneiros de guerra ingleses no acampamento alemão de Frankfurt.
Manuscrito no verso "Artists, Jude & J. Lewis, second lieutenant, Welsh Regiment, 1st the King’s own"
(Artistas: Jude & J. Lewis, 2º Tenente, Regimento de Gales, 1º do Regimento Real do Rei, tradução livre).
Alemanha, Aproximadamente 1900
Rajah Martini
Berlin, Alemanha, 1960
Artista de feiras, região de Washington,
Estados Unidos, aproximadamente 1940
Homem com maquiagem usando um anel.
Fotografia de uma cabine fotográfica com destaques coloridos.
Estados Unidos, aproximadamente 1920.
Cinco artistas em uma plataforma.
Manuscrito no verso "Haris Fifi, Zerneck Joe, Gaby Zerkovitz, Stasik Ficzin, Mehelyi Mimi".
Hungria, aproximadamente 1900
Rapaz crossdresser
Mannheim, Alemanha, aproximadamente 1960
Samantha Oliver
Brasil, Curitiba, 2014
Essa ultima é do meu acervo pessoal, mas talvez passaria despercebida na exibição xD

Achei sensacional as fotos, me emocionou e me faz pensar que o crossdressing existe desde que as roupas passaram a distinguir o gênero nas sociedades! A expressão pessoal não pode se limitar ao órgão genital, a alma busca personificar no corpo a sua áurea, não importa a frequência ou a tonalidade dela ♥
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