quarta-feira, 12 de junho de 2019

Desmistificando o sexo anal e a inversão de papéis

Aproveitando o gancho do último capítulo da HQ - Boneca da Raan, gostaria de escrever um pouco sobre a prática do sexo anal. Quando se procura sobre o assunto na internet o que mais aparece é a respeito da fixação de homens em realizá-lo com as suas parceiras além de dicas para praticar, no entanto quero abordar também o outro lado da moeda, quando a mulher é ativa e o passivo é o homem.

Na história em quadrinhos já faz algum tempo que a Raan se admirou com a possibilidade de usar uma cinta peniana (cinta caralha ou strap-on), que é uma cinta com um pênis de brinquedo acoplado que possibilita a mulher de ser ativa (a prática é conhecida como pegging ou inversão de papéis), mas quando surgiu a oportunidade de comprá-la o sentimento de vergonha e de culpa atrapalhou o casal e eles acabaram recuando sobre a ideia. Afinal, qual é o problema?

Por que a prática ainda é um tabu?
Alguns estudiosos afirmam que há cinco mil anos a prática do sexo anal era natural na Mesopotâmia, inclusive fazia parte dos cultos religiosos dos Assírios. Registros mostram, também, que na Antiguidade, alguns casais usavam o sexo anal como método anticoncepcional. Na Roma antiga, na noite de núpcias, os homens se abstinham de tirar a virgindade da noiva em consideração à sua timidez, entretanto, praticavam sexo anal com ela. Na Grécia Antiga não existia os termos "homossexual" e "heterossexual", na verdade não haviam identidades sexuais como há hoje, naquela época um homem poderia ter relações sexuais com homens e mulheres, tudo dependia da beleza.

Por esse prisma é possível afirmar que o moralismo em cima do ato é um fenômeno recente e tem uma passagem da bíblia que ajudou a gerar bastante confusão. O 1 Coríntios 6:10 diz "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus". A palavra "sodomia" ainda costuma ser relacionada com sexo anal, no entanto as interpretações mais modernas vêem como atos pecaminosos praticados pelos moradores da cidade de Sodoma presenciados pelos anjos quando foram convidados à casa de Ló, que inclui até um estupro coletivo entre homens, e que levaram a cidade às ruínas.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

HQ - Boneca da Raan (41)

História em quadrinhos traduzida de KannelArt
Outros sites do artista:   Patreon  /  DeviantArt  /  Picarto TV

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quarta-feira, 29 de maio de 2019

10 Músicas para libertar o seu lado feminino

 
A música é uma arte transcendental pois tem um poder muito especial. Ela mexe com a nossa cabeça, faz o corpo entrar em sintonia com o seu ritmo e aflora diversas emoções. Inclusive pode revelar sentimentos que não sabíamos que existiam.

Também pode trazer de volta uma lembrança nostálgica que já foi esquecida, pode dar energia para um novo dia ou ser um catalisador que traz cura e encerramento ao nosso passado.

A música também pode inspirar conexões ou animar nossa espiritualidade. Pode encontrar as palavras de perdão que se perderam em nossos lábios, despertar a coragem de fazer uma mudança ou simplesmente nos fazer sentir menos solitários.

Pensando nesse poder da arte que é a musica, resolvi selecionar 10 delas cuja a energia seja principalmente feminina e ajude a liberar aquela vontade de soltar as asas!! Só tome cuidado para não sair dançando em qualquer lugar por aí!!

1. “Man I Feel Like a Woman” - Shania Twain (1997)
"Cara, eu me sinto como uma mulher" resume o sentimento de diversos crossdressers, não é verdade? Já que a melhor coisa a respeito de ser uma mulher é poder ter um pouco de diversão aumente o volume e curta esse som!

2. “Lady Marmalade” - Christina Aguilera, Lil’ Kim, Mya, Pink (2001)
O clima burlesco e o poder dessa música são fantásticos, sem contar que as artistas presentes são demais! "Somos mulheres independentes, alguns nos confundem com vadias" diz muito sobre a liberdade de poder usar uma lingerie e curtir o próprio corpo, você sente o mesmo?

quarta-feira, 22 de maio de 2019

HQ - Inversão de Papéis (01)

História em quadrinhos traduzida de Role Reversal
Outros sites do artista:   Patreon  /  DeviantArt

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Transgênero, crossdresser, travesti, drag queen, qual é a diferença?

Cada pessoa é um ser único, mas que tem características comuns a toda a humanidade. Nos identificamos com alguns e nos diferenciamos de outros por construções sociais, por exemplo: a região em que nascemos ou que crescemos, classe social, se temos ou não uma religião, idade, nossas habilidades físicas, entre outras que marcam a diversidade humana.

De fato existe uma similaridade entre as pessoas que utilizam esses termos do título do post, mas para tentar compreender as peculiaridades de cada caso eu vou utilizar o gráfico de Identidade de gênero, Expressão de gênero, Sexo biológico e Orientação sexual que eu apresentei no post Identidade de gênero e Orientação sexual - O que é você?.
Para lembrar, segue um resuminho:
- Identidade de gênero: o modo como o indivíduo se sente/se identifica;
- Expressão de gênero: o modo como a pessoa se expressa/se apresenta;
- Sexo biológico: a nossa marca genética, o XX ou XY do DNA (ou outros);
- Orientação sexual: por quem a pessoa sente atração afetiva/sexual.

Segue alguns exemplos, vale salientar que nada disso é regra. Aliás, vou focar principalmente em pessoas que nasceram com o sexo biológico XY porque é o meu caso e tenho mais proximidade, mas vale o mesmo para o sexo biológico XX.

Homem Cisgênero
Identidade de gênero: masculina
Expressão de gênero: masculina
Sexo biológico: XY - macho
Orientação sexual: Indiferente
Pessoas cisgênero são a maioria na nossa sociedade, são as que tem alinhado a identidade de gênero e expressão de gênero com o seu sexo biológico.

A orientação sexual é indiferente. Pode ser que um homem cis homossexual tenha uma expressão de gênero puxada para o feminino, mas pode ser que a sua expressão seja super masculinizada. Também pode ter um homem cis heterossexual que tenha uma expressão um pouco feminina, então nada é regra.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

HQ - Romance Transgênero

Recentemente eu vi esses quadrinhos nas redes sociais e me apaixonei pelos desenhos ♥

Eu senti empatia por várias passagens e até sonho com um final parecido (por que não, né?). Tentei encontrar o autor de todo jeito, mas não tem nem uma assinatura nos desenhos então ficou complicado, se alguém souber favor avisar para ficar registrado aqui os devidos créditos!

terça-feira, 30 de abril de 2019

Impressões de um crossdresser em balada hétero

Desde que comecei a sair do armário (ou desde que comecei a tirar as minhas roupas de dentro do armário, ainda não sei o certo) eu só fui em balada LGBT. Salvo um ou outro barzinho de Rock n Roll em que fui de homem, todos os meus rolês foram em espaços alternativos. Aproveito para fazer uma menção à minha primeira balada montada em 2016 que fiz esse post relatando a experiência e a festa de Halloween do mesmo ano que saí com a minha irmã.
Ariel, Samantha e Izabelly
Nesses passeios eu pude entender um pouco as minhas amigas mulheres que sempre falaram: "eu saio apenas para dançar". De fato usar uma roupa que te agrada, ir para um ambiente focado em música com gente descolada e deixar o corpo entrar em sintonia com a frequência da batida é uma experiência incrível! Tanto que eu nem lembro a última vez que fui numa balada de homem (ficou sem graça).

No entanto, na minha última viagem à São Paulo eu tive uma experiência um pouco diferente. Ao invés de ir em uma balada LGBT eu fui, acompanhada das amigas Izabelly Saints e Ariel Villela, em uma balada hétero chamada LimeLight. O espaço é incrível, conta com a iluminação mais sensacional que eu pude presenciar e a qualidade de som fantástica, porém é dedicado a um publico que já passou dos 40 anos e, no geral, é heterossexual. Eu também sou hétero, mas estava um pouco deslocada, né? Vou descrever nesse post como foi a experiência!