quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Como usar brinco sem orelha furada?

Aqui no blog já tem um post sobre Homem de orelha furada (sem tabu) com dicas de como furar a orelha e indicações de estilos de brincos para meninos. No entanto, foi possível observar pela enquete do post que a maioria dos seguidores do blog não possuem orelha furada e, pelo visto, não pretendem furar tão cedo, então resolvi fazer um post com alternativas para se usar brinco sem precisar furar a orelha, segue:

1. Brincos de pressão
Encontrei brincos de pressão em diversas lojas de bijuterias, claro que sem tanta opção quanto para quem tem orelha furada, mas já é um bom começo. Ao invés de ter um arame e uma tarraxa para prender na orelha esse tipo de brinco costuma ter um dispositivo para pinçar a sua orelha e se manter preso apenas por pressão, só tem que tomar cuidado para não exagerar na pressão e machucar a orelha, fora isso é super tranquilo de usar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

HQ - Boneca da Raan (37)

História em quadrinhos traduzida de KannelArt
Outros sites do artista:   Patreon  /  DeviantArt  /  Picarto TV

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Homem de orelha furada sem tabu

Incrível como um mísero furo na orelha de um indivíduo XY pode gerar um grande buraco na sua vida social. Eu achava que hoje em dia esse tema já estaria sanado, mas antes de começar a escrever esse artigo eu fiz uma pesquisa na internet a respeito de homens com a orelha furada e no geral fiquei em choque com as coisas que li... tenho a impressão que paramos no tempo!

Quer dizer, talvez pode-se dizer que houve um retrocesso mesmo pois o uso de brincos entre os homens era comum na Pérsia e na Grécia antiga, como pode ser observado nas ruínas de pinturas e estátuas da antiguidade. Piratas também são frequentemente associados ao uso de brincos, diz a lenda que ganharia um brinco aqueles que atravessem o Equador ou que rumassem para a América do Sul. Os índios também sempre usaram brincos como adorno ou como proteção.
No entanto em pleno século XXI ainda tem quem passe por preconceito por conta de um furo na orelha, eu mesmo já passei... lembro de quando eu tinha uns 16 anos (2004), a minha namorada me incentivou e me levou numa farmácia para eu furar as minhas orelhas. Fomos, furei, ela gostou e eu também. Ainda mais que eu era meio roqueiro, já usava 2 piercings (sobrancelha e língua), então por que não um par de brincos para complementar?

Pena que assim que eu cheguei em casa meu pai me fez tirá-los sob ameaça de eu perder o teto da casa dele. Dizia ele que a ordem foi por que eu não pedi permissão, mas eu sei bem o verdadeiro motivo, era o mesmo pelo qual eu não podia ter cabelo comprido enquanto morasse na casa dele, eu tinha que seguir a cartilha do macho padrão e ter "cara de homem"!

Bom, os anos se passaram. Eu saí de casa, encontrei outra companheira, casei e estava conseguindo sobreviver e me manter por conta própria. Então pensei: por que não um par de brincos agora? Furei novamente e estou assim a uns 6 anos, costumo usar um alargador de 2mm ou uma argolinha no dia a dia e adoro tanto esses adereços discretos quando estou de menino quanto as argolas gigantes que uso quando me monto!

Brincos, para mim, são os acessórios mais importantes por que são os primeiros a serem notados. Eles estão perto da altura dos olhos normalmente brilhando e chamando atenção. No post Acessórios, como usar! eu já escrevi um pouco a respeito de como usá-los de maneira mais feminina, nesse post vou focar mais na linha discreta do "visual masculino", então segue algumas dicas!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Excitação sexual em crossdressers e transgêneros

Esse é um tema tão complicado que eu já comecei a escrever diversos artigos a respeito e sempre acabo empacando no meio do caminho. Recentemente, enquanto eu fazia as minhas pesquisas, me deparei com esse texto de 2013 da Dana Jennett Bevan, uma mulher trans americana, pesquisadora com PhD em Psicologia pela Universidade de Princeton e autora de livros com temática relacionada a transgêneros, e achei interessante traduzir para vocês, confiram:

Adaptado de TG Forum

Nós nos empenhamos no comportamento transgênero porque ficamos sexualmente excitados por praticar crossdressing?
Afinal, o que sabemos sobre a excitação sexual?
Se fazemos isso apenas pela sensação da excitação sexual, por que em muitos casos o sentimento confuso sobre próprio o gênero continua quando a excitação se desvanece?
Alias, o que acontece com a excitação caso o indivíduo opte pela cirurgia de redesignação sexual?

Os detalhes mais importantes sobre a ciência da excitação sexual é que ela é assimilada principalmente na fase da adolescência e no início da fase adulta e segue as leis do Condicionamento Clássico, também conhecido como condicionamento pavloviano. Quando éramos adolescentes cheios de hormônios sexuais que alteravam e sensibilizavam nossos órgãos genitais e seios, quase qualquer estímulo sensorial desencadeava excitação sexual, essa sensação era ainda mais intensa quando se tratava de uma paquera. Gradualmente esta excitação por estímulos acaba se pareando com os estímulos associados àqueles com quem fomos atraídos e a assimilação de respostas continua com masturbação e sonhos noturnos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

HQ - Boneca da Raan (36)

História em quadrinhos traduzida de KannelArt
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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Crosdressing em desenho, uma sintese lúdica


Sabe quando você assiste algo por acaso e fica boba com as similaridades com a sua vida?

Pois é, descobri que o Ricardo do desenho O Incrível Mundo de Gumball é crossdresser e fiquei boquiaberta com as similaridades comigo e com diversas meninas que conheço... um homem que não consegue se acertar nas atividades do mundo masculino acaba se encontrando e se sentindo a vontade no meio de um grupo de mulheres, então ele aproveita o tempo solitário de dono de casa para se montar, se unir às amigas e curtir uns bons momentos en femme!

Quando os filhos dele percebem que tem algo estranho logo acham que ele está traindo a mãe deles e rechaçam a possibilidade do pai deles ser travesti... isso é muito igual ao que aconteceu comigo e com a minha ex-esposa quando ela soube do meu crossdressing.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Dualidade do Crossdressing e a Liberdade de Expressão


Não é novidade dizer que para mim o crossdressing é um estilo de vida, né?

A comparação acima ilustra bem o que eu quero dizer. Na foto da esquerda eu estava saindo de casa num domingo para passar no Mercado Municipal da minha cidade enquanto a da direita foi antes de um passeio no shopping.

De um lado tem o conjunto básico do conforto: calça jeans, camiseta e tênis. O jeans verde foge do padrão e a estampa da camiseta é uma das minhas paixões! A jaqueta de couro, além de me proteger do frio Curitibano, é o meu elemento de estilo do look. No pé um tênis da Converse confortável para caminhar.

No dia a dia esse é o meu "uniforme" de Victor. Considerando que eu vou para o trabalho a pé e caminho cerca de 6km por dia, tenho que pensar no meu conforto e na minha segurança pois não dá pra ficar ostentando muito enquanto se anda pelo centro da cidade. Fora isso tem o fato de eu trabalhar em um órgão público de engenharia, um ambiente nada glamouroso para o padrão da Samy. Então esse é o meu look de rapaz prático e trabalhador (rsrs).

Do outro lado entra o estilo e a ousadia da Samantha. Quer dizer, fui pouco ousada nesse look e tentei fugir do visual Femme Fatale que muitas crossdressers adotam. De certa forma também montei um look de calça jeans e camiseta, só que a calça é super skinny e a camiseta é uma blusinha cropped. Nos pés tem que constar um salto alto pois além de ser um acessório lindo ele realça as curvas das pernas e me ajuda a ter uma postura mais elegante.

Falando nisso, percebem a diferença que faz a postura? Nas fotos estou praticamente na mesma posição, mudando um detalhe ou outro, só que em uma foto acentuam-se as linhas retas enquanto na segunda são as curvas que chamam a atenção. Já escrevi a respeito de linguagem corporal nesse e nesse post, vale a pena conferir!

Isso me fez refletir sobre algo muito importante: Crossdressing é Liberdade de Expressão! Se trata de um direito fundamental que garante a manifestação de opiniões, ideias e pensamentos sem retaliação ou censura por parte de governos, órgãos privados ou públicos, ou outros indivíduos. A roupa que eu uso é uma forma pura de expressão que reflete o meu ser, se estou na onda do vestido ou do terno é decisão minha e não preciso da aceitação de ninguém, apenas o respeito.