segunda-feira, 18 de julho de 2016

É possível deixar de ser crossdresser ou travesti?


Numa discussão do Facebook a respeito do post Fetiches - Crossdressing foi levantado um questionamento sobre como "se livrar" desse sentimento tão forte dentro de nós. Eu, como alguém que a cada dia que passa tem se aceitado mais dessa maneira e tem estado mais feliz com isso, não consigo escrever dicas de como acabar com isso.

Eu já tentei parar. E isso soa quase como um vício. Lembro de várias peças de roupa que eu me livrei nas vezes que tentei parar. Principalmente dos caros sapatos de numeração especial. Primeiro teve uma bota de cano alto que foi uma das poucas que dava certinho no meu tornozelo e subia agarrada na panturrilha. Também teve um scarpin vermelho lindão que no desespero eu joguei no lixo. Roupas então? Eu não tinha dinheiro para comprar as peças que tenho hoje, então lembro de ter comprado mais lingeries e, eventualmente, um vestidinho ou outro. Sem contar as meias, minha paixão!

Como sei que não sou um bom exemplo, resolvi procurar mais sobre o tema e confesso que encontrei pouca coisa. Primeiro que nos sites de grupos de crossdressers a maioria afirmava com convicção que isso não tem cura. É algo dentro de nós que vai continuar ali. Claro que tiveram algumas ressalvas por que realmente existem exceções.

Ok, fui atrás das exceções então e eu só encontrei relatos de pessoas que conseguiram virar ex-crossdressers ou ex-travestis quando procuraram alguma ajuda na religião. Não sei se o que fazem é algum tipo de lavagem cerebral, mas encontrei um exemplo de um travesti que voltou a ser homem com 26 anos e deu seu depoimento aos 47 anos ao lado da esposa e do seu filho. A propósito, ele virou pastor da igreja evangélica.

Pastor Joide Miranda com a família
e uma foto da época que era travesti
Ao mesmo tempo, também encontrei casos de meninas trans que voltaram a ser homens, ficaram alguns anos como homens e, novamente, voltaram atrás na decisão. Pois é, elas fizeram a terceira transição. Essa matéria do link é interessante pois é uma menina que foi usada como exemplo pelo Deputado Marco Feliciano dizendo-se curada pelo poder de Deus.

Talita Oliveira e a direita ela estava num
programa de TV ao lado do Pastor Marco Feliciano
Depois de ela se assumir travesti novamente e, obviamente, ser repreendida por conta disso ela publicou esse texto no Facebook "Não existe cura gay! Não existem 'ex gays'! Tudo é conveniência, medo e pressão psicológicas das pessoas (…) Abandonei a congregação, recolhi-me e calei-me nas redes sociais. Dei um basta em tanta mentira e falsidade. Cansei de ser usado por pessoas como ele (referindo-se ao deputado Marco Feliciano), que desejavam ter somente um estandarte ‘ex gay’ para uma causa a qual ele nem mesmo compreende".

Complicado, né?

Outro caso que eu encontrei bastante foi de quem pratica crossdressing por puro fetiche e gostaria que acabassem as urges. Lendo os diversos relatos, eu acho que muitos podem ser compulsivos sexuais e o crossdressing acaba sendo só o meio de se aliviar e não a razão do problema. Explico, para se caracterizar como compulsivo sexual a pessoa deve apresentar grande dificuldade em se concentrar em outra coisa que não seja a realização de suas fantasias sexuais e acaba afetando sua produtividade no trabalho, nas relações sociais, afetivas e em sua autoestima. Sendo assim eu pergunto, alguns períodos de urge não lembram essa descrição?

Nesse caso, a recomendação é partir para um acompanhamento com profissionais qualificados como psiquiatra, psicólogos e terapeutas. O psiquiatra poderá receitar medicamentos que diminuam quimicamente o desejo sexual e que amenizem os sentimentos de menos valia e depressão associados ao quadro. Outra abordagem são os grupos de apoio que complementam o tratamento, pois neles a pessoa pode compartilhar o seu sofrimento com outras e receber o apoio adequado de quem passa pelo mesmo sentimento de inadequação social e solidão.

Bom, também existem os casos que não são tão fortes quanto o compulsivo, mas que também incomodam. Em uma época da minha vida eu já me senti muito incomodada com a questão sexual do meu crossdressing, porém eu senti que ele foi mudando com o tempo. Principalmente depois que eu fui atrás de amizades verdadeiras nesse meio, por que você não vê o próximo apenas como um objeto de adoração, você o vê como uma pessoa como você e isso corta grande parte da excitação.
27 Comentário(s)
Comentário(s)

27 comentários:

Cristina Lauren disse...

Gostei bastante do texto. Já tentei parar, mas só foram pausas nesta sinfonia da vida. A música não para enquanto existir som.
Sobre O Pr. Joide infelizmente faleceu recentemente por consequência de silicone injetável do tempo que passou como travesti. Já conversei com ele pessoalmente e já comprei/li um livro dele ("A intimidade de um ex-travesti"). Não sei qual foi o maior milagre na vida dele: cura da AIDS ou voltar a ser homem.
Sobre mim, amei o seu blog. Parabéns! Vamos tocar juntas um dia?

Samantha Oliver disse...

Que triste saber disso =/
Agradeço pela informação, também não sabia do livro!
Fico feliz que tenha amado o blog, faço com muito carinho!
Um dia, por que não? Meu sonho é uma carreira musical como Samantha, até comecei uma banda recentemente com esse objetivo =D

Anônimo disse...

Tambem já pensei em parar, isso foi antes de eu procurar ajuda psiquiatrica, o que me fez ver que sou assim, não existe doença, vício, fetiche ou qualquer coisa que o valha. Depois de muita conversa, vários testes, a começar pelas manchas de Rorschach, tive consciência de que parar é apenas sofrer. Hoje SOU.
Denise W.

Cristina Lauren disse...

Precisando de uma tecladista é só chamar lá no inbox e passar o link dos áudios para eu ir ensaiando rsrsrs (retirar as teias dos dedos)
bjm

Leilane Heels disse...

Bem, eu por inúmeras vezes tentei abandonar o crossdressing por me sentir culpada, sentir que estava vivendo uma situação contrária ao que a sociedade em geral pregava, ou seja, me sentia "a errada" no contexto social. Finalmente desisti de questionar, desisti de tentar entender e ter a certeza que não era uma pessoa "anormal". Sinceramente, me sinto super bem quando estou montada, quando estou usando uma saia ou um vestido. Me sinto super bem e feliz quando visto um soutien e sinto ele apertando os meus seios. Sinto muito prazer quando me olho no espelho e me vejo vestindo o que me faz feliz me dando uma aparência feminina. Me sinto super bem, e até porque não dizer excitada, quando subo num salto com 12cm de altura. Me sinto mulher olhando minhas mãos e reparando nos anéis, Me sinto mulher passando um batom o qual me delicio com o odor e gosto dele. Me sinto mulher quando simulo seios para colocá-los embaixo dos meus soutiens. Enfim, já pesquisei, conversei com profissionais como psicólogos e psiquiatras e todos foram unanimes em dizer que trata-se que uma coisa absolutamente normal de acordo com a sexualidade de cada um. E isso, vou continuar até quando conseguir e tiver vontade de estar mulher apesar de já estar com 60 anos de idade. Resumindo, é muito prazer e bem estar para se abandonar visando o que uma sociedade determina para nós com bases em conceitos machistas e retrógrados.

Anônimo disse...

Adorei sua postagem Samantha adoro acompanhar seu blog e seu face, e sobre este assunto, eu vivo em um dilema e ainda não consegui me aceitar, é muito difícil para mim ainda, eu amo me vestir de mulher amo me montar mas não tenho tempo para mim, pois sou casado e com filhos, hoje com 36 anos ainda amo tudo relacionado ao mundo feminino mas não exponho, sinto isto desde meus 8 anos acredito que talvez até antes mas sempre lutando com meus sentimento meus desejos, sempre usei roupas femininas desde esta idade pois tinha uma irma um ano mais nova, então era muito fácil para mim ter as roupas quando estava sozinho em casa, quando adolescente tinha a vontade de me assumir trans mas tinha muito medo dos meus pais, da familia, então fui adormecendo este meu desejo, quando aos 22 anos nunca tinha namorado meu pai me chamou de viadinho e esta palavra me deixa muito chateado até hoje e para provar que ele estava errado pois eu e ele nunca se demos bem tudo que ele queria que eu fosse eu fazia ao contrario então talvez vendo deste modo eu quis provar para ele ao contrário e comecei a namorar, onde que com a primeira namorada eu logo aos seis meses de namoro engravidei a menina e estamos juntos até hoje, ela não sabe do meu lado cross mas acredito que já tenha desconfiado em algumas ocasiões mas nunca me questionou nada, vejo ela muito correta e tenho muito medo de um dia ela saber e a perder, pois amo muito ela e minha familia, mas também amo meu lado feminino, e assim vou levando a vida. bjusss e continue com suas postagens eu adoro vc.

Adryelle disse...

Bem. Eu nunca tentei parar. Quando ficava semanas sem me montar era por que tinha gente em casa e eu não tinha liberdade. Bastava ficar sozinha em casa que o desejo vinha a mil. Sempre frequentei uma igreja evangélica. Era uma guerra dentro de mim! Se tem cura? Acredito que sim. O "peso espiritual" é decisivo nestas questões. Na minha opinião quando se está perto de Deus se está longe dos desejos e paixões carnais, e vice-versa.

Anônimo disse...

Nossa!Achei que estava sozinho(a) neste mundo, hipocrisia pensar assim, mas é assim que nós sentimos... Sou bem decidido sexualmente, gosto de mulher, até já tentei a outra situação, mas não agradou. Mas a questão de me vestir de mulher me satisfaz muito, tenho vontade de me montar e sair assim na rua. Às vezes bate uma melancolia por não poder realizar isso. O corpo hoje não ajuda muito, com 45 anos e acima do peso, mas continuo comprando roupas quando posso. O sério da vida é que já me questionei se vale a pena continuar assim, é desagradável não poder me sentir bem o tempo todo.

Anônimo disse...

Hoje estou com 59 anos.Minha primeira vez com vestimentas femininas foi quando estava com 04 anos de idade.Motivo,fiz uma travessura bagunçando a casa,minha mãe para me punir me vestiu de menininha me obrigando a organizar o que eu havia desorganizado.Lembro que neste dia chegou visita e eu por vergonha me escondia para não ser visto,inclusive,tive que dormi assim.O que achei interessante que com o passar dos anos,mesmo diante de uma criação de uma familia tradicional,não se tinha tanta informação como temos hoje em dia sobre o tema, toda vez que ficava só em casa,fluía uma vontade de usar as roupas de minha mãe e olha que não havia em mim ainda desejos eróticos.Nesta época havia uma restrição dos pais a nós esclarecer estes assuntos,vim aprender na adolescência , na escola com os colegas.Convivi com este segredo por muito tempo achando-me um anormal,não sou gay,sou casado pai e avô,mas por acaso pela Internet vim a saber sobre o CROSSDRESSING me senti aliviado por não ser o único. Na Minha intimidade sempre tive vontade de transar vestido de mulher,confesso, meu prazer aumenta,então tive coragem para me revelar a minha esposa esperando que ela me aceitasse e participasse deste fetiche.Mas,para minha decepção não concordou, sofro um pouco,então a minha alternativa é praticar as escondidas tomando o cuidado para não ser flagrado.E à pouco tempo me converti ao evangelho,ouro peso que mexe com nossa consciência.É isto aqui está o meu desabafo.Regina

Unknown disse...

Pois vivo o mesmo dilema de todas vcs .

pcs disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
pcs disse...

Oi Adriele
Me escreva para trocarmos ideias a respeito.
Pcs301150@hotmail.com
Vany

pcs disse...

BOA TARDE REGINALDO
POR FAVOR , entre em contato pelo e-mail pcs301150@hotmail.com
Quero muito conversar com você , pois minha história é semelhante a sua.
Abraços
Paulo César ( Vany)

Anônimo disse...

É TUDO MUITO COMPLEXO, SE FORMOS TENTAR ENTENDER , PARECE PERDA DE TEMPO E TALVEZ NINGUEM CONSIGA EXPLICAR !! POR ISSO ACHO MAIS FACIL TENTAR ACEITAR E VIVER COM ESSAS ” DIFERENÇAS ” DUPLICIDADE NUM MESMO CORPO, INDEPENDENTE DA FORMAÇÃO, AS VEZES ATE PARECENDO FALTAR ALGUM ORGÃO, EXISTEM DUPLOS SENTIMENTOS , MANIFESTAÇÕES, SENSAÇÕES, DESEJOS, NECESSIDADES AS VEZES SEPARADAS E MISTURADAS AO MESMO TEMPO!! PARECE UMA TORTURA, PORQUE NÃO NOS ENTENDEM, ACEITAM E O PIOR NÃO RESPEITAM E ACABAMOS NOS ESCONDENDO, OMITINDO, DISFARÇANDO, MENTINDO PRA NOS MESMOS !! PRECISAMOS CONVERSAR!! OUVIRMOS UM AO OUTRO!! MEU EMAIL REGYSERG@HOTMAIL.COM AGUARDO UM ABRAÇO A TODOS

Anônimo disse...

A primeira vez que coloquei uma calcinha eu tinha apenas 9 anos, eu entrei no quarto da minha prima e abri a gaveta dela de calcinhas, ela devia ter uns 11 ou 12 anos, fiquei encantado e não me segurei de vontade e coloquei uma, minha tia descobriu e me deu uma bronca, porém, não levou a sério, eu tenho 33 anos, e naquela época nem se falava sobre isso. Eu nunca senti desejo sexual por homens, mas sempre fiquei com mta tesão vendo a minha imagem vestido de mulher, na época de colégio lembro que nem sabia o que era crossdresser, porém, olhava as meninas da sala e ficava pensando se alguma delas gostaria de ficar com um cara vestido de mulher, isso sempre passava pela minha cabeça, e repito nesta epoca não existia x-videos e afins era algo que cresceu de alguma forma naturalmente em mim. Entre os 17 e 22 anos eu parei completamente com a prática, não sentia nem vontade,acho que a faculdade, estágio, mta correria apagaram isso da minha vida, porém, entre 23 e 24 anos eu comecei a morar sozinho, e isso voltou com força, neste tempo já estavamos na era das web cams e haviam muitas mulheres que diziam gostar deste fetiche na internet, isso ressucitou todo aquele fogo, e eu realizei a minha vontade, sai com mulheres que gostavam disso, fui aprendendo os termos feminizar, dominar enfim... Porém, o tempo foi passando e eu conheci uma mulher que não gostava desse fetiche, me apaixonei, casei, construi uma familia e decidir colocar uma pedra sobre isso, porém, não consigo, ainda sinto vontade e quando tenho oportunidade coloco as roupas dela...Fico triste, porque isto é uma forma de feminização do masculino e por isto é algo que de fato agride a masculinidade da pessoa, eu tenho certeza que não sou homosexual, porém, é tão ambíguo este sentimento, tão confuso. Eu pesquisei sobre isso e achei alguma informação relevante em um livro de um filósofo francÊs antigo, chamado o Erro de Narcísio, ele não fala exatamente sobre isso, mas ele diz que ao se contemplar nas águas Narcisio viu a própria imagem e ela era tão bonita que ele queria de alguma forma possuila, mas era impossivel pq a imagem era ele próprio, eu acho que quando uma cross (não homosexual) se monta é isto que ela busca também, ela acha linda a própria imagem dela refletida, e ela quer possuir aquela imagem, porém não pode, e ela quer viver aquilo que ela enchergou refletido de alguma forma e nessa parte que o fetiches sexuais entram...O Autor do texto falou sobre espiritualidade e este realmente é um tema muito relevante, eu quero deixar este hábito e vou continuar tentando. Desejo o melhor a todos.

Anônimo disse...

Boa tarde Vany,só hoje vi sua mensagem. Vamos contactar através do Face book usando o Messenger. Procurar em Ligia Maria, mais seguro.só especifica de onde você me procurou.

Unknown disse...

Oi gente, sou exatamente parecida com muitas de Vocês aqui!
Me chamo Juliane, sou CD e modelo do site camera prive.
É um vício que não consigo largar e que quando estou montada sinto um imenso prazer e bem estar..porem nem tudo são flores né....
Só consigo fazer isso quando estou sozinha , minha esposa e nem minha família sabem, e nem sei o que pensariam se soubessem...
Já tentei parar diversas vezes, jogando tudo fora, mas pouco tempo depois acabei comprando de novo.
Lendo as postagens aqui do blog fiquei bem feliz de saber que não estou sozinha ....
Vou deixar meu Whatsapp aqui em baixo para quem quiser conversar sobre o assunto comigo .... beijinhos
21 982549315

Livia F disse...

Olá!
Será que alguém pode me ajudar?

A primeira vez que vesti roupa feminina foi aos 9 anos mais ou menos.
De lá pra cá sempre que posso me visto.
Quando me visto me sinto mais bonita (já que normalmente nao me acho bonito) e sinto até tesão.
Sempre namorei mulheres (inclusive as duas ultimas souberam). Não sinto tesão em homens.
Mas tbm curto mulheres trans (pois tbm sou psv).

Agr, quando estou montada, as vezes sinto a fantasia de ter um macho me pagando.
Pelo menos enquanto estou ali montada.
Depois que desmonto, não sinto mais nada! Passa!
Sinto até nojo de homem.
E eu não compreendo isso!

Camila disse...

Olá Livia!
Acredito que seja algum tipo de dupla personalidade. Eu Até chamo de Dupla Personalidade Compartilhada. Digo compartilhada pois uma tem ciência da outra em tempo real.

Anônimo disse...

Boa tarde Anonimo disse...
Não consegui entrar em contato com Ligia Maria.
Por favor , envie mensagem pelo e_mail pcs301150@hotmail.com
Aguardo
Vany

Anônimo disse...

Uma vez montada a cdzinha se eterniza. É pra sempre, pro resto da vida.

Sarah disse...

Texto incrível!!
Eu hj posso dizer que estou mais uma vez me "punindo" .
Desta vez não me desfiz das minhas coisas (guardei tudo em sacos) mas deixei a barba e os pelos do corpo crescerem.
Já tem 2 meses que não me monto ou uso qualquer coisa dela. Sinto enorme falta.
Tenho 40 anos e desde 13 tenho essa atração, e foi estranho pois somos 3 irmãos e não tinha primas que moravam próximo, e sempre fiz tudo as escondidas.
Agora moro sozinho e tem 2 anos que sempre me monto, montei quase um lado do guarda roupa pra ela, mas estou com e minha estima baixa e acabei "descontando" nela.

Andrew Smith disse...

Oi Livia, Sou que nem vc, quando estou montada com roupa feminina sinto essa mesma fantasia, quando não estou tudo isso passa, não gosto de Homens e nem sinto atração, mais quando estou vestido parece que isso muda. :(

Anônimo disse...

Olá! Comecei aos nove anos, hoje tenho 53. Também já tentei parar várias vezes.

Anônimo disse...

Olá meninas!
Iniciei aos nove anos(calcinha,meia-calça,e maiô). Moro sozinho há 27 anos. Além das peças já citadas, tbm uso legging e macacão para ginástica. Tbm não sinto atração por homens. Tentei parar várias vezes ao longo dos anos. Mas, sempre acabo votando. Fiquem em paz. Bjs

Anônimo disse...

Olá! Muito bom debater este assunto. A maioria de nós começamos ainda na infância, e assim atravessamos décadas. Lembro-me do início, quando vestia calcinhas da minha irmã. Aquela sensação de medo e prazer. Foram onze anos usando lingeries, "emprestadas". Hj moro sozinho e passo o final de semana trancado em casa usando minhas roupinhas. Bjs amigas!

Anônimo disse...

Também estou nesta fase.tento parar mas a vontade parece ser maior e quero ser ela.