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| Andy Warhol com Holly Woodlawn e Paul Morrissey |
Adaptado de JJ Hart
Anos atrás, a Universidade Estadual de Ohio estava sediando
uma grande exposição da obra do artista Andy Warhol, figura de destaque do
movimento Pop Art na década de 1960.
Como sabíamos o quanto a obra de Warhol era inclusiva para a
comunidade trans e LGBTQ+, um pequeno grupo de amigas trans foi comigo de carro
até Columbus (Ohio, EUA) para conferirmos a exposição pessoalmente.
A primeira coisa que notei nas minhas amigas foi que todas
estavam usando salto alto, o que provavelmente as deixaria muito
desconfortáveis se tivéssemos que caminhar por longas distâncias. Como eu
conhecia um pouco o campus, imaginei que isso aconteceria, então escolhi
sapatos baixos mais confortáveis para a caminhada. Fiquei feliz por ter
sacrificado o estilo pelo conforto, porque acabamos tendo que estacionar um pouco
longe do local da exposição.
É claro que não esperávamos nenhuma resistência por estarmos lá para ver a obra de Warhol, especialmente por causa de sua ligação com estrelas transgênero como Holly Woodlawn e Candy Darling, que inclusive foram mencionadas na famosa canção "A Walk on the Wildside" de Lou Reed, e que, entre outras coisas, falava "Shaved her legs and then he was a she" (tradução: raspou as pernas e então ele virou ela). Portanto, não tivemos receio algum de ir e nos misturar com o número surpreendentemente grande de famílias que estavam por lá. Curiosamente, aqui está uma menção que Warhol disse sobre Darling: "Candy não queria ser uma mulher perfeita – isso seria muito simples e, além disso, a entregaria. O que ela queria era ser uma mulher com todos os pequenos problemas que uma mulher tem de enfrentar – meia calça desfiada, rímel borrado, homens que a abandonaram. Ela até pedia absorventes emprestados, dizendo que estava com uma emergência terrível."


























