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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Modeladores corporais, um auxílio nas curvas

Modificar o corpo sem grande investimento de tempo ou dinheiro é uma tarefa árdua, sem contar que nem todo mundo está disposto ou pode modificar o próprio corpo para atender as necessidades do seu lado feminino. No entanto, existem diversos acessórios conhecidos como Modeladores que podem te ajudar a criar curvas femininas instantaneamente, inclusive vejo muita drag que consegue resultados impressionantes apenas com o uso de deles!! Alias, não só drag, até mulher cis usa sutiã de bojo ou modelador de cintura, por exemplo, para criar curvas mais sólidas.

Se você pensa em ganhar curvas, diminuir a silhueta ou criar um volume extra, saiba que existem diversas opções no mercado para te ajudar! No post de hoje eu vou apresentar alguns acessórios para atuar no busto, na cintura e no quadril, confira:

Busto
A região dos seios é bastante sensual e as curvas podem fazer muita diferença! A opção mais simples e difundida para os seios é o sutiã estruturado com bojo, eu até já fiz um post específico sobre Como escolher o seu sutiã. Você também vai encontrar aqui no blog o post Como simular seios femininos (avançado) com exemplos em vídeo, então aqui vou fazer um resumo dos métodos:
Sutiã com bojo: dispensa comentários, é o mais simples! Se trata de um sutiã comum que tem um par de conchas estofadas imitando o contorno dos seios, basta vesti-lo por de baixo da roupa e curtir as curvas. É recomendado para qualquer tipo de corpo e pode-se encontrar diversas opções de tamanhos, cores e modelos no mercado nacional.
Desenvolvedor de decotes: encontrei esse acessório por acaso no site Glamour Boutique e, pelo que entendi, ele foi desenvolvido por uma especialista em corsets para ajudar a criar um busto pressionando o volume que você já tem nos seios. Se você complementar com um sutiã com bojo o resultado será bem convincente!
Sutiã adesivo de silicone: a peça ganhou popularidade por ficar invisível na roupa e dar uma forcinha na levantada dos seios! Para crossdressers/transgêneros é indicado para quem tem o corpo magrinho ou possui os seios desenvolvidos, a peça vai dar uma forma para quem é reto ou moldar os seios existentes. Se você não encontrar facilmente em loja física saiba que tem no MercadoLivre.
Seios de silicone: esse acessório é um pouco mais sofisticado e mais difícil de ser encontrado. É uma peça de silicone que imita a forma dos seios, pode ser colado no corpo ou preso a um sutiã e existem diversas opções de cores e tamanhos para se ajustar ao seu corpo, então é recomendado para qualquer corpo. Se encontra em sites como GlamourBoutique, Aliexpress ou Ebay.
Busto de silicone/látex: só os seios não atinge o resultado que você deseja? Bom, essa última opção imita um busto feminino dos seios até o pescoço, assim você poderá abusar dos decotes! Também é recomendado para qualquer corpo e se encontra nos mesmos locais dos Seios de silicone.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Transistorizada - Apoie essa iniciativa!


Meninas, lembram da querida Luiza Lemos que participou do Meninas Respondem!!?

Ela vem desenvolvendo um belo trabalho com o Transistorizada onde relata situações de pessoas trans e desmistifica o nosso cotidiano por meio de histórias em quadrinhos com muito bom humor. Parte do relato trata a respeito da sua própria transição e as tirinhas geram empatia tanto em pessoas trans quanto em pessoas cisgênero.

O trabalho dela vem ganhando corpo a quase 2 anos e chegou o momento de passar do meio digital para o meio físico. Deste modo eu venho convidar vocês a apoiar esse projeto e já garantir a sua edição impressa da revista!

CLIQUE AQUI para apoiar essa iniciativa e colaborar com a difusão de informações positivas sobre a população trans!

Alias, você ainda não sabe como sair do armário? Talvez mostrar a revista para a(o) sua(eu) companheira(o) seja uma ideia de primeiro passo!

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Mijar de pé ou sentado, o que é melhor?

Diversas vezes já me questionaram se eu costumo fazer xixi sentada ou de pé e a minha resposta é: normalmente sentada, a não ser que o banheiro esteja imundo (situação comum nos banheiros públicos masculinos).

Sei que urinar de pé é muito prático, você só precisa tirar o pênis pra fora, relaxar, esvaziar a bexiga e depois dar uma sacudida que está beleza, não é? Pena que a probabilidade de algumas gotas caírem fora do vaso é alta, sem contar que as ultimas gotas da uretra acabam sendo liberadas na cueca, o que causam um baita mal cheiro tanto no banheiro quanto nas pastes íntimas. Sendo assim, faz muitos anos que eu aderi ao ato de urinar em posição sentada e depois ainda uso umas folhas de papel higiênico para secar bem a cabeça do pênis.

Na nossa cultura esse ato ainda é classificado como algo feminino e, apesar de eu ter crescido numa casa bastante machista, lembro que o nosso banheiro era compartilhado com as mulheres da casa então a minha mãe sempre nos incentivou a sentar. Já quando eu saí de casa, passei a morar sozinha e limpar a minha própria sujeira, acho que foi nesse momento que eu aderi definitivamente à posição sentada (pois é, sou chata na questão da higiene e limpeza).

Para o post eu cheguei a pesquisar estudos na área de saúde a respeito do tema, mas no geral a conclusão é que é indiferente para o corpo masculino, exceto nos casos de quem sofre de doença do trato urinário inferior, aí sentar gera um perfil urodinâmico mais favorável.

Deste modo, apresento a seguir algumas razões para urinar em posição sentada, espero que gostem:

1. Otimiza o seu tempo
Ao urinar de pé a sua atenção está focada em acertar a mira (assim esperamos). Ao sentar não tem essa preocupação, então pode-se pensar no futuro ou aproveitar para perder um tempo no celular. Além disso, sentar e urinar depois de um longo dia é muito mais relaxante!!

quarta-feira, 28 de março de 2018

Comportamento afeminado, o que fazer?

Arte: ShiningSof
Em diversas culturas o comportamento afeminado em homens é considerado um vício ou uma indicação de caráter negativo, muitas vezes envolvendo uma insinuação de tendências homossexuais. A definição do que constitui um comportamento efeminado varia em função do contexto social e cultural, bem como do período de tempo. Por exemplo: excesso de requinte, roupas finas, companhia de mulheres, muito carinho com as mulheres, posição sexual passiva, tocar a cabeça com um dedo (oi?!) ou usar cavanhaque eram comportamentos considerados afeminados na Roma Antiga.

Para atrapalhar tem uma passagem na bíblia que diz o seguinte: "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus", Coríntios 6:10.

Talvez por isso ainda faz parte da nossa cultura pensar que homossexualismo e identidade de gênero são apenas escolhas pessoais que podem ser facilmente influenciadas por conta do meio em que se vive. Inclusive temos um presidenciável que já disse abertamente que "ter filho gay é falta de porrada", e completa: "o filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele" (vídeo).

Esse pensamento permeia na mente de diversos conservadores e, infelizmente, é fácil encontrar histórias de quem já sentiu a "porrada" do outro lado. Acontece com travestis que são expulsas de casa ainda adolescentes por não conseguirem se adequar a vida de hominho, acontece com homossexuais que tem que aprender a não "dar pinta" para não se passar por "bicha loca", acontece com homem hétero que tem que evitar certas atividades (ballet, por exemplo) para não virar motivo de chacota e acontece até com criança de 8 anos que é espancada até a morte pelo próprio pai por conta do seu comportamento afeminado.

Travesti da Lambada e Deusa das Águas
Série Criança Viada, Bia Leite (2013)
Por acaso essa obra foi acusada de apologia à pedofilia por conservadores (oi?!)
Afinal, qual é o problema de ser afeminado?
Qual é a origem desse comportamento?
Garotos afeminados serão necessariamente homossexuais?
É possível mudar esse comportamento?

quarta-feira, 14 de março de 2018

Uma História Secreta de Cross-Dressers (exposição)

Durante o período de 23/02/2018 até 03/06/2018 a The Photographers' Gallery (A Galeria dos Fotógrafos, tradução livre) localizada em Londres (Inglaterra) estará apresentando a exibição Under Cover: A Secret History Of Cross – Dressers (Sob disfarce: Uma história secreta de Cross-Dressers, tradução livre) do colecionador Sébastien Lifshitz.
Prisioneiros de guerra franceses no campo alemão Königsbrück.
Escrito no verso 'Kriegsgefangenen-Sendung' (Missão de Prisioneiros de Guerra, tradução livre).
Alemanha, aproximadamente 1915
Provavelmente eu não terei a oportunidade de conhecer a exposição pessoalmente, mas o tema me chamou muito a atenção e resolvi trazer para vocês alguns detalhes a respeito da apresentação além de várias fotos maravilhosas! Segue a descrição da exposição:

Se trata de uma exposição de fotografias amadoras encontradas pela Europa e pelos EUA que explora a não conformidade de gênero e o crossdressing. Com datas a partir de 1880, as fotos são principalmente de figuras desconhecidas, tendo sido encontradas no geral em mercados de pulgas, vendas de garagem, lojas de lixo ou pelo ebay, e, como tal, oferecem uma visão não autorizada do mundo de indivíduos e grupos que optaram por desafiar as convenções de gênero.
Guilda
Nova York, Estados Unidos, aproximadamente 1950

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Guevedoces, transexuais biológicos ou crianças andróginas?

Quando pesquisei sobre a história dos transgêneros nas tribos norte-americanas achei muito interessante o fato de algumas culturas tratar as crianças apenas como criança, sem diferenciar as atividades em função do sexo biológico delas e as ensinando desde corte e costura até a caça, assim no ritual de passagem para a vida adulta cada indivíduo estaria apto a decidir por conta própria qual caminho deve seguir.

Recentemente eu tive conhecimento de uma variação genética que faz com que pessoas do sexo masculino desenvolvam o seu aparelho reprodutor somente na puberdade, junto com as características sexuais secundárias, dificultando a percepção do sexo biológico e transformando as crianças em indivíduos andróginos. Essas crianças ficaram conhecidas como guevedoces e foram objeto de estudo na década de 1970.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Pênis e autocontrole: pela racionalidade

No post sobre como esconder o pênis achei interessante observar que várias meninas mantém o tucking direto e tenho pensado que essa prática poderia ajudar no autocontrole de muitos homens no dia a dia. Sei que pode parecer algo contrário ao que se busca na masculinidade, mas ter um controle maior sobre o próprio pênis poderia evitar situações como a da moça que foi constrangida dentro do ônibus com uma gozada no pescoço.
Esse foi apenas um caso de abuso sexual e o nosso país é recordista nesse quesito. Por pior que pareça esse exemplo é apenas a ponta do iceberg no âmbito dos estupros, não precisa procurar muito na internet para encontra casos de horrorizar que envolvam crueldade com meninas, meninos, mulheres e, até mesmo, homens.

Eu sempre me perguntei: o que leva uma pessoa, principalmente os homens, a atacar outra pessoa para se satisfazer sexualmente?

Hoje em dia eu acho que a resposta para isso está na boca das pessoas que culpam a vítima pelo ocorrido. Explico, esse tipo de justificativa é o mesmo que assumir que homens não tem controle sobre o seu próprio pênis e se deixam levar por estímulos sexuais, comportamento similar ao de um animal macho qualquer.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Intersexo, uma realidade ignorada

Um dos grandes argumentos que eu ouço de quem é contra esses estudos e questionamentos a respeito de identidade de gênero é que o ser humano é naturalmente binário sendo exclusivamente homem/mulher, XX/XY, macho/fêmea. No entanto, isso está longe de ser uma verdade absoluta pois tanto no ser humano quanto na natureza existem diversos exemplos de indivíduos que nascem com anatomia que não se encaixa na definição típica de macho/fêmea, isso se chama intersexualidade.
Algumas variações são apenas físicas, uma pessoa pode nascer com uma aparência exterior feminina mas com anatomia interior predominantemente masculina, uma moça pode nascer com um clitóris visivelmente grande ou com ausência de abertura vaginal ou então um rapaz pode nascer com um pênis anormalmente pequeno ou com um escroto dividido e com formato mais semelhante a lábios vaginais.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Como esconder o pênis / Como fazer tucking

Nascer com um aparelho sexual masculino ainda faz muita diferença na nossa vida e querer escondê-lo pode parecer uma afronta a masculinidade mas esse pequeno ato tem um grande simbolismo para quem pratica.

Esconder o pênis também inclui esconder os testículos e a maneira mais confortável é acomodar eles no canal inguinal. Eles sobem naturalmente por este canal quando está frio ou durante relações sexuais, no tucking você vai forçar isso com uma mão então precisa ser bem delicada. No início pode parecer incomodo, mas logo acostuma.

Encontrei sugestões para fazer isso enquanto estiver deitada de costas ou sentada num vaso sanitário com as pernas juntas, eu faço de pé enquanto estou colocando a calcinha. Para as iniciantes uma dica é o contato com a água fria antes de começar para ele se retrair.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Fetiches (05) - Feminização

Faz tempo que não faço um post desses a respeito de fetiches então hoje eu trouxe um tema que pode ser um pouco polêmico mas que também pode abrir a cabeça de muita gente, trata-se do fetiche de Feminização (do inglês: feminization ou sissification).

Feminização
De maneira geral, entendi que o objeto de fetiche seria se ver como fêmea em posição de total submissão. Apesar dessa associação da imagem feminina como submissa, muitos praticantes fazem questão de serem feminizados apenas por fortes mulheres dominadoras.

O básico desse fetiche é ser submisso à alguém e se comportar/vestir como fêmea, as variações a partir disso são inúmeras e dependem da vontade do dominado e da criatividade de quem está dominando. Alguns submissos gostam de serem ordenados a fazerem as tarefas vestindo roupas de empregada, outros entregam o corpo ao dominador e agem como se fossem cadelas no cio, enquanto outros aproveitam o momento para poderem ser mais emocionais e delicados, o contrário do que uma sociedade machista espera de um homem.

Dentro do contexto de BDSM, uma sissy é um homem submisso que tem prazer sexual com a humilhação e alcança um nível maior dessa sensação com a troca de gênero. Inclusive esse termo é uma derivação de sister (irmã) e também é usado pejorativamente para implicar com garotos com hábitos ou tendências femininas, seria mais ou menos como chamar um rapaz de maricas ou mocinha aqui no Brasil.

O que diferencia a feminização do fetiche de crossdressing é que o objeto de fetiche no crossdressing é apenas a roupa enquanto na feminização o principal é o comportamento. Sendo assim, pode até acontecer de um dominador homem ter o fetiche por crossdressing e feminizar outra pessoa enquanto usa peças femininas, isso seria uma suruba de fetiches, não acham?

Como de costume, segue alguns depoimentos:

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Alimentos fitoestrógenos

As baixas taxas de câncer de mama e de próstata encontradas nas populações asiáticas somadas à facilidade com que as mulheres asiáticas convivem com a menopausa se tornaram objeto de pesquisa de diversos estudos. Muitos concluíram que os hábitos alimentares dos orientais é o grande diferencial e os alimentos fitoestrógenos aparecem diariamente na dieta deles.

O nome da substância vem de phyto, do grego e significa planta, e estrogênio, o hormônio que dá fertilidade aos mamíferos fêmeas. Os fitoestrógenos são substâncias vegetais que, devido a semelhança estrutural com a molécula do hormônio estradiol (17-β-estradiol), tem a capacidade de causar efeitos estrogênicos e/ou anti-estrogênicos no ser humano. Eles não podem ser considerados nutrientes uma vez que a falta desses na nossa dieta não produz qualquer síndrome de deficiência característica nem participam de nenhuma função biológica essencial.

Os efeitos de uma dieta rica em fitoestrógenos foram testados em mulheres no período de menopausa e foi obtido uma redução de 85% nos sintomas da menopausa medidos pelo índice de Kupperman. Não encontrei nenhum estudo específico para mulheres trans, porém recomendações por usuárias não faltaram e muitas relataram ter notado diferenças no corpo.

Claro que não podemos comparar os efeitos de uma dieta rica em alimentos fitoestrógenos com os efeitos esperados em uma terapia hormonal com remédios por que as concentrações são completamente diferentes, mas considerando que o mínimo de efeito se dá apenas com uma dieta natural eu achei uma opção válida para quem busca um aspecto mais feminino/andrógino!

Quanto aos alimentos, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores canadenses, os com a maior quantidade relativa de fitoestrógenos são as nozes e sementes oleaginosas (como linhaça, girassol, gergelim, abóbora, castanha do Pará, castanho de caju), seguidas por produtos de soja, cereais e pães, leguminosas, produtos cárneos e alguns alimentos processados. Segue algumas dicas de como consumi-los:
- Nozes, castanhas e algumas sementes como a de girassol e abóbora podem ser ingeridas in natura, de preferência sem sal e respeitando o limite diário de consumo (para nozes e castanhas no geral se limita a 4 unidades por dia, exceto a castanha do Pará que se limita a 2 unidades por dia);
- Linhaça deve ser previamente moída e pode ser misturada em cereais, iogurte, frutas e saladas;
- Soja pode ser encontrada em muitos alimentos, mas se repararmos bem na dieta dos orientais notaremos que eles costumam consumir alimentos fermentados à base de soja, como o missô, o tempeh, o natto e o shoyu. Isso por que no processo de fabricação desses alimentos as toxinas da soja são degradadas naturalmente. A segunda melhor opção de consumo é o tofu que, apesar de possuir parte dessas toxinas, é uma fonte proteica de boa digestibilidade e biodisponibilidade, fonte de ferro e de algumas vitaminas do complexo B;
- Espinafre é uma das poucas hortaliças que contém fitoestrógenos na sua composição química, além disso é rico em ferro, o que te ajudará a prevenir a anemia;
- Frutas de alto fitoestrógeno incluem: ameixas secas, pêssegos, framboesas e morangos;
- Legumes de alto fitoestrógeno incluem: brotos de alfafa, abóbora de inverno, feijão verde, couve, brócolis e repolho.

Antes de sair comendo quilos desses alimentos, vale lembrar que a moderação é a chave para maximizar os benefícios dos fitoestrógenos na saúde e minimizar seus efeitos adversos. Além disso, deve-se dar preferência aos alimentos reais na própria dieta ao invés do consumo de suplementos ou alimentos processados!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Identidade de gênero e Orientação sexual - O que é você?

Essa pergunta normalmente me dá arrepios. Em primeiro lugar, sou um ser humano. Segundo, existem tantas coisas que me definem que nem sei por onde começar.

Sei que a Samantha por si só instiga curiosidade pois foge do normal, porém fico incomodada quando surgem suposições errôneas sobre mim, principalmente se tratando das relacionadas com a minha identidade de gênero ou orientação sexual. Muitas vezes, essas suposições partem de pessoas do meio LGBT, que, por sinal, é uma sigla que também gera confusão.

(L)ésbicas, (G)ays, (B)issexuais são denominações relacionadas a orientação sexual enquanto (T)ravestis, Transexuais, Transgêneros estão relacionadas a identidade de gênero. Em outros locais já incorporaram os (Q)ueers que é um termo para designar pessoas que não seguem o padrão da heterossexualidade ou do binarismo de gênero. Deste modo o acrônimo LGBT ou LGBTQ se destina a promover a diversidade das culturas baseadas em identidade sexual e de gênero.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Pernalonga, o coelho feminino

As vezes eu não sei dizer se o Pernalonga é uma grande referência do mundo en femme ou ele merece ser criticado pela imagem politicamente incorreta de alguns episódios. No entanto, considerando as peculiaridades da época em que o desenho foi lançado, eu jamais conseguiria criticar esse coelho malandro que adora se vestir de mulher para enganar os seus caçadores e não virar um banquete.
Pernalonga em "What's Opera, Doc?" (1957)
Desde criança eu acompanho esse personagem, que está próximo de completar 80 anos, e sempre fui cativada pelo seu lado feminino que, apesar dos exageros da comédia, consegue ser delicado. Alias, até a deusa RuPaul comentou em uma entrevista que foi o Pernalonga quem a introduziu ao mundo das drags.

A propósito, será que ele se considera uma drag, uma crossdresser, uma trans ou o que?
Considerando que na década de 30 os female impersonators (transformistas) vinham ganhando espaço nos palcos, suponho que isso tenha servido de inspiração para os redatores do desenho. Inclusive no ano de estreia do personagem eles já o colocaram fantasiado de cachorrinha para ludibriar o cachorro do caçador.
Pernalonga em "Hare-um Scare-um", 1939
Os principais desenhos do Pernalonga foram lançados nas séries Looney Tunes e Merrie Melodies da Warner Bros. Animation durante o período de 1939 a 1964 e eu os assisti (e me diverti) durante os anos 90 como se fosse qualquer outro desenho contemporâneo. Nesse intervalo de tempo o coelho comediante apareceu em 168 episódios sendo que em 43 deles ele se apresenta en femme, ou seja, ele se montava pelo menos 1 vez a cada 4 episódios!!! (poxa, nem eu me monto com tanta frequência quanto ele!!)

A seguir apresento uma coletânea de aparições do Pernalonga en femme. Muitos desses desenhos me despertaram memórias divertidas, espero que desperte algo semelhante em vocês também:


Para finalizar, uma das montagens mais impressionantes da Pernalonga!
A cena foi retirada do filme Looney Tunes: De Volta à Ação (2003):

quarta-feira, 8 de março de 2017

História do salto alto

Será que homem pode usar salto alto?? Claro que pode, para isso só precisa de ter pés e um belo par de saltos, então não vejo motivo para homem não poder usar salto. Inclusive os homens usaram salto durante muitos e muitos anos, até teve épocas em que usar salto alto era coisa exclusiva de cavaleiro. Leia, a seguir, um pouco da história da relação dos homens com os nossos queridos sapatos de salto.


Não se sabe ao certo como ou quando surgiu o salto alto. Estima-se que o primeiro local tenha sido no Egito devido a murais de 3.500 A.C. indicando o uso do salto pelas pessoas da classe mais alta enquanto o povo andava descalço. Aqui sem distinção de gênero.
Saltinho anabela usado no Egito antigo

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

10 modelos transgênero de brilhar os olhos

Já fiz um post com 10 mulheres trans inspiradoras, nessa semana eu apresento 10 modelos transgênero que adentraram num universo que apenas a beleza impera e conseguiram se sobressair.

A propósito, todas as pessoas da lista se assumiram trans durante a carreira e ainda ganharam notoriedade no meio. Eu admiro e respeito muito elas e, de certa forma, também as invejo pois amo esse mundo da moda mais do que o da engenharia que convivo diariamente ♥

1. Andreja Pejić
A modelo australiana Andreja Pejić é famosa por sua androginia e por sua capacidade de modelar tanto como uma figura feminina quanto masculina (até sua transição em 2014). Desde 2011 figura na lista das 50 modelos mais bem sucedidas do mundo.


2. Lea T
A brasileira Lea T., filha do craque Toninho Cerezo, nasceu em 1981 e se tornou uma das melhores e mais bem sucedidas top models brasileiras da atualidade. Ela foi descoberta pelo designer Riccardo Tisci da marca Givenchy e desde então tem representado a marca.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Princesa protetora

traduzido de Humon


"Um pequeno tributo a um dos momentos mais bonitos que já vi em um documentário.

Isso aconteceu em um programa sueco sobre papéis de gênero, e em um momento eles quiseram ver a reação das crianças de um jardim de infância. Colocaram então uma caixa grande com trajes de cavaleiros e vestidos de princesas na sala e deixaram três meninos e três meninas escolher suas roupas. Os rapazes imediatamente pegaram os trajes de cavaleiro e uma espada cada, enquanto as meninas, claro, pegaram os vestidos e pareciam muito desinteressadas nas espadas.

Então um professor colocou um vestido de princesa também. Todas as crianças lhe deram olhares estranhos, e então um dos meninos gritou: "Os meninos não podem usar vestidos!", então o homem respondeu: "Os meninos podem usar vestidos se eles quiserem", "Não!" Os meninos gritaram, E então começaram a assediar o rapaz e a bater nele com suas espadas de plástico.
Mas então as meninas vieram em seu socorro. Rapidamente pegaram as espadas restantes na caixa e ficaram entre o homem e os meninos, gritando: "Seja gentil com ele! Ele pode ser uma princesa se ele quiser!".

Aparentemente, o simples fato dele estar vestido como uma princesa fazia as menininhas vê-lo como um semelhante. Eu achei isso absurdamente bonitinho!

Desculpe, eu assisti há muito tempo na TV (DR2) e eu não me lembro mais do nome do programa."

Também achei linda a situação e resolvi traduzir para vocês ♥
(pena que ele não lembrou o nome do show)
Aproveito para desejar a todos um Feliz Natal e um próspero ano novo, volto com os posts só no ano que vem!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Taikomochi, os homens gueixa

Por acaso você imaginava que a bela cultura japonesa das gueixas nasceu na pele de homens?!
Pois é, no século 13 surgiram os primeiros "bobos da corte" no Japão para entreter aos daymio (senhores feudais) com suas danças, mas a receptividade foi tão boa que eles prosperaram e chegaram a virar grandes artistas, conselheiros do daymio e até guerreiros.

Eitaro Matsunoya em apresentação
Gueixas (芸者) são japonesas do gênero feminino que estudam a tradição milenar da arte, dança e canto, e se caracterizam distintamente pelos trajes e maquiagem tradicionais. Contrariamente à opinião popular, as gueixas não são um equivalente oriental da prostituta; esse é um equívoco ocidental por conta da vestimenta das prostitutas tradicionais ter traços similares aos da cultura gueixa.

Inicialmente as gueixas do sexo masculino eram conhecidas como Houkan (nome formal para bobo da corte) ou Taikomicho (Tocador de tambor) e foram muito populares no período feudal, onde sua principal função era entreter o daimyo. Apesar do nome, nem todos tocavam tambor japonês (taiko), mas assim mesmo o nome acabou se popularizando dessa forma.

As apresentações dos Taikomochi eram focadas principalmente na dança e, com o passar do tempo, eles passaram a divertir os senhores feudais através de outras maneiras como participações em cerimônias do chá, como conselheiros ou como contadores de histórias engraçadas. Na verdade os Taikomochi tinham mil e uma utilidades no feudo. Se o senhor feudal queria se divertir, ele chamava o Taikomochi. Se necessitava de alguém para lutar no campo de batalha, ele chamava o Taikomochi. Precisava-se de entretenimento, conselhos de amor ou de guerra, ele chamava o Taikomochi.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Livros infantis que desafiam o papel de gênero

Adaptado de feminismisforeverybody
Convivemos com o autoquestionamento por que os costumes da nossa sociedade impõe que algumas atividades são exclusivas de homens enquanto outras são exclusivas de mulheres. No entanto, a cada dia que passa entendo que o questionamento deveria ser direcionado para esses papéis pois a nossa sociedade já mudou e evoluiu muito.

Encontrei esse post com alguns livros infantis, pena que em inglês, que já questionam esses papéis de gênero e preparam as próximas gerações com um pouco de empatia. Quem tem filhos vale a pena refletir sobre como será ensinado a eles sobre papéis de gênero, isso poderá melhorar a qualidade de vida deles e das próximas gerações.


Nate bailarino
Brubaker Bradley, Kimberly. Ballerino Nate (2006).
Depois de ver uma apresentação de balé, Nate decide que ele quer aprender balé, mas ele fica em dúvida quando seu irmão Ben diz que só as meninas podem ser bailarinas.
Ou será que ele pode?
Quando Ben diz a Nate que ele vai ter que usar sapatos cor de rosa e um vestido, Nate fica muito preocupado. E quando ele descobre que é o único menino na sua aula de balé, ele começa a pensar que Ben esteja certo: talvez meninos não dançam.
Exuberante e verdadeiramente para crianças, esta é uma história calorosa e engraçada sobre disputas entre irmãos, sobre a alegria do balé e, o melhor de tudo, sobre abraçar os seus sonhos.


Oliver Button é um maricas
DePaola, Tomie. Oliver Button is a Sissy (1979).
Oliver Button era um maricas. Ele não gostava de fazer as coisas que os meninos deveriam fazer. Ele gostava de andar no bosque, desenhar, ler livros e até mesmo brincar com bonecas de papel ou se vestir.
Um menino gritou com ele e lhe disse para praticar esportes como beisebol e basquete, que não eram coisas de que gostava de fazer. Os pais de Oliver o inscreveram para uma aula de dança e ele ficou super animado porque ele teria um par de sapatos brilhantes.
Todos os meninos na escola o provocavam porque ele dançava. Eles até escreveram nas paredes que "Oliver Button é um maricas". Isso o deixou muito triste, mas ele continuou praticando porque sabia que o show de talentos estava chegando. Sua mãe fez um traje porque ele estava trabalhando duro. Finalmente chegou o dia do show de talentos e Oliver foi ótimo. Ele não ganhou o primeiro prêmio, mas todos ficaram orgulhosos dele. Quando ele andou dentro da escola, ele reparou que estava escrito na parede "Oliver Button é uma estrela".


O vestido novo do Jacob
Hoffman, Sarah. Jacob’s New Dress (2014).
Jacob gosta de se vestir junto com a sua amiga Emily, mas ele prefere fingir que é uma princesa e não um cavaleiro, bombeiro ou policial. Os meninos de sua classe provocam-no e se perguntam por que ele usa vestidos. Seu professor explica que "Jacob usa o que o que o deixa confortável, assim como você faz. Há não muito tempo atrás as meninas não podiam usar calças. Você consegue imaginar isso?"
Jacob retorna da escola para casa e diz a sua mãe que um de seus colegas de classe falou que os meninos não podem vestir vestidos. No entanto seus pais o apoiam e incentivam ele a fazer seus próprios vestidos com a ajuda de sua mãe, e ela compartilha com ele que "há todo tipo de maneiras de ser um menino".
Em nota, a autora explica como pais, educadores e conselheiros podem fazer a diferença nas vidas de crianças que não concordam com o papel do seu gênero de nascimento.


Um caminhão de bombeiros para a Ruthie
Newman, Leslea. A Fire Engine for Ruthie (2004).
Esta é a história de Ruthie, uma menina que não se anima com as brincadeiras que a sua avó preparou para ela durante uma visita. Havia belas bonecas antigas para uma festa de chá e roupas extravagantes para se vestir, mas Ruthie não deu bola. Ela preferiu colocar as bonecas em uma caixa de papelão e fingir que são bombeiros em um caminhão correndo pela cidade.
Na verdade, o carro de bombeiros, a motocicleta e o trem de brinquedo do vizinho Brian que realmente cativaram Ruthie. Finalmente ela é permitida a brincar com ele e com todos os brinquedos motorizados. Quando a avó Nana vai buscar a Ruthie, ela se depara com a menina no chão atraída pelo vroom, vroom dos motores, e ela brinca bem junto com as crianças.

Por acaso alguém tem referências de livros infantis em português para indicar??

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Lobo Mau crossdresser


O lobo mau, ao se travestir de vovó, deve ter sentido o que muitas de nós também sentimos quando provamos a nossa primeira peça de roupa!

Aproveito a oportunidade para fazer uma enquete sobre a primeira roupa feminina de vocês. A minha foi uma meia fina, quando criança eu encontrei uma da minha mãe num tom meio dourado perdida pela casa e já me apaixonei pela textura do tecido no momento que encostei nela ♥

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Glossário do gênero: termos e conceitos

Sempre vejo pessoas fazendo confusão com os termos relacionados à gênero, mas entendo que hoje tem tanto termo que nem pessoas antenadas conseguem acompanhá-los direito. Fuçando no Google acabei encontrando uma cartilha chamada "Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos" da doutora em psicologia social Jaqueline Gomes de Jesus que explica muita coisa!

Normalmente eu não gosto dessas cartilhas desenvolvidas por profissionais da área de saúde pois já encontrei vários que tratam a nossas peculiaridades como doença, mas o dela está tão bom que resolvi compartilhar o glossário na íntegra, segue ♥

Escrever ou falar conforme um vocabulário reconhecido pelas pessoas representadas é essencial para valorizar a cidadania. Com relação a travestis e transexuais, é comum o uso de expressões que levam a concepções errôneas sobre a vivência e os desafios dessas pessoas.

Reforçando: com relação a pronomes, as pessoas transgênero devem ser tratadas de acordo com o gênero com o qual se identificam. Se você não está certo(a) quanto ao gênero da pessoa, pode perguntar, respeitosamente, como ela prefere ser tratada, e tratá-la dessa forma.

Glossário
Sexo: Classificação biológica das pessoas como machos ou fêmeas, baseada em características orgânicas como cromossomos, níveis hormonais, órgãos reprodutivos e genitais.

Gênero: Classificação pessoal e social das pessoas como homens ou mulheres. Orienta papéis e expressões de gênero. Independe do sexo.

Expressão de gênero: Forma como a pessoa se apresenta, sua aparência e seu comportamento, de acordo com expectativas sociais de aparência e comportamento de um determinado gênero. Depende da cultura em que a pessoa vive.

Identidade de gênero: Gênero com o qual uma pessoa se identifica, que pode ou não concordar com o gênero que lhe foi atribuído quando de seu nascimento. Diferente da sexualidade da pessoa. Identidade de gênero e orientação sexual são dimensões diferentes e que não se confundem. Pessoas transexuais podem ser heterossexuais, lésbicas, gays ou bissexuais, tanto quanto as pessoas cisgênero.

Papel de gênero: Modo de agir em determinadas situações conforme o gênero atribuído, ensinado às pessoas desde o nascimento. Construção de diferenças entre homens e mulheres. É de cunho social, e não biológico.

Cisgênero: Conceito “guarda-chuva” que abrange as pessoas que se identificam com o gênero que lhes foi determinado quando de seu nascimento.

Transgênero: Conceito “guarda-chuva” que abrange o grupo diversificado de pessoas que não se identificam, em graus diferentes, com comportamentos e/ou papéis esperados do gênero que lhes foi determinado quando de seu nascimento.

Intersexual: Pessoa cujo corpo varia do padrão de masculino ou feminino culturalmente estabelecido, no que se refere a configurações dos cromossomos, localização dos órgãos genitais (testículos que não desceram, pênis demasiado pequeno ou clitóris muito grande, final da uretra deslocado da ponta do pênis, vagina ausente), coexistência de tecidos testiculares e de ovários. A intersexualidade se refere a um conjunto amplo de variações dos corpos tidos como masculinos e femininos, que engloba, conforme a denominação médica, hermafroditas verdadeiros e pseudo-hermafroditas.
O grupo composto por pessoas intersexuais tem-se mobilizado cada vez mais, a nível mundial, para que a intersexualidade não seja entendida como uma patologia, mas como uma variação, e para que não sejam submetidas, após o parto, a cirurgias ditas “reparadoras”, que as mutilam e moldam órgãos genitais que não necessariamente concordam com suas identidades de gênero ou orientações sexuais.

Orientação sexual: Atração afetivo-sexual por alguém. Sexualidade. Diferente do senso pessoal de pertencer a algum gênero.

Assexual: Pessoa que não sente atração sexual por pessoas de qualquer gênero.

Bissexual: Pessoa que se atrai afetivo-sexualmente por pessoas de qualquer gênero.

Heterossexual: Pessoa que se atrai afetivo-sexualmente por pessoas de gênero diferente daquele com o qual se identifica.

Homossexual: Pessoa que se atrai afetivo-sexualmente por pessoas de gênero igual àquele com o qual se identifica.

Crossdresser: Pessoa que frequentemente se veste, usa acessórios e/ou se maquia diferentemente do que é socialmente estabelecido para o seu gênero, sem se identificar como travesti ou transexual. Geralmente são homens heterossexuais, casados, que podem ou não ter o apoio de suas companheiras.

Transexual: Termo genérico que caracteriza a pessoa que não se identifica com o gênero que lhe foi atribuído quando de seu nascimento. Evite utilizar o termo isoladamente, pois soa ofensivo para pessoas transexuais, pelo fato de essa ser uma de suas características, entre outras, e não a única. Sempre se refira à pessoa como mulher transexual ou como homem transexual, de acordo com o gênero com o qual ela se identifica.

Homem transexual: Pessoa que reivindica o reconhecimento social e legal como homem. Alguns também se denominam transhomens ou Female-to-Male (FtM).

Mulher transexual: Pessoa que reivindica o reconhecimento social e legal como mulher. Algumas também se denominam transmulheres ou Male-to-Female (MtF).

Travesti: Pessoa que vivencia papéis de gênero feminino, mas não se reconhece como homem ou mulher, entendendo-se como integrante de um terceiro gênero ou de um não-gênero. Referir-se a ela sempre no feminino, o artigo “a” é a forma respeitosa de tratamento.
A nossa sociedade tem estigmatizado fortemente as travestis, que sofrem com a dificuldade de serem empregadas, mesmo que tenham qualificação, e acabam, em sua maioria, sendo forçadas a trabalharem como profissionais do sexo. Entretanto, nem toda travesti é profissional do sexo.
A denominação travesti é estigmatizada. Tem-se discutido a sua utilidade no mundo contemporâneo, quando se entende que as pessoas transgênero não se “travestem” no sentido original da terminologia, e que há os termos transexual e crossdresser para se referir a dimensões melhor definidas da vivência transgênero.

Transformista ou Drag Queen/Drag King: Artista que se veste, de maneira estereotipada, conforme o gênero masculino ou feminino, para fins artísticos ou de entretenimento. A sua personagem não tem relação com sua identidade de gênero ou orientação sexual.

Queer ou Andrógino: Termo ainda não consensual com o qual se denomina a pessoa que não se enquadra em nenhuma identidade ou expressão de gênero.

Transfobia: Preconceito e/ou discriminação em função da identidade de gênero de pessoas transexuais ou travestis.

Processo transexualizador: Processo pelo qual a pessoa transgênero passa, de forma geral, para que seu corpo adquira características físicas do gênero com o qual se identifica. Pode ou não incluir tratamento hormonal, procedimentos cirúrgicos variados (como mastectomia, para homens transexuais) e cirurgia de redesignação genital/sexual ou de transgenitalização.

Cirurgia de redesignação genital/sexual ou de transgenitalização: Procedimento cirúrgico por meio do qual se altera o órgão genital da pessoa para criar uma neovagina ou um neofalo. Preferível ao termo antiquado “mudança de sexo”. É importante, para quem se relaciona ou trata com pessoas transexuais, não enfatizar exageradamente o papel dessa cirurgia em sua vida ou no seu processo transexualizador, do qual ela é apenas uma etapa, que pode não ocorrer.

LGBT: Acrônimo de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Eventualmente algumas pessoas utilizam a sigla GLBT, ou mesmo LGBTTT, incluindo as pessoas transgênero/queer.
No Chile é comum se utilizar TLGB, em Portugal também se tem utilizado a sigla LGBTTQI, incluindo pessoas queer e intersexuais. Nos Estados Unidos se encontram referências a LGBTTTQIA (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexuais e Assexuados).

Nome social: Nome pelo qual as travestis e pessoas transexuais se identificam e preferem ser identificadas, enquanto o seu registro civil não é adequado à sua identidade e expressão de gênero.

Orgulho: Antônimo de vergonha. Conceito desenvolvido pelo movimento social LGBT para propagar a ideia de que a forma de ser de cada pessoa é uma dádiva que a aproxima de comunidades com características semelhantes às suas, e deve ser afirmada como diferença que não se altera, não deveria ser reprimida nem recriminada.